navegar pelo menu
Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens
setembro 15, 2020 - 2 comentários





Título: A Joia Real (Enerkry #3) // Autor(a): Leandro V.Silva // Páginas: 286 // Gênero: ficção científica, aventura, romance
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: Joy, uma menina solitária que recebeu treinamento de seu tio, ex-agente do Serviço de Inteligência, precisa pegar algo a todo custo na mansão dos Rikarggan e não medirá esforços para conseguir, mesmo que tenha que usar o seu Ikihatsunukishi. Ela encontra Lando, que acabou de sair de uma alucinante aventura no reino de Arthur.
Ele, surpreso por Joy ser uma Ikihatsunukishisen e suspeitando das atitudes dela, decide ajudá-la na busca, mesmo sabendo que isso colocaria em risco não só os Rikarggan, mas também sua própria família.

Joy perdeu os pais quando ainda era criança e foi criada pelo tio, um ex-agente do Serviço de Inteligência. Mas ela sempre soube que tinha um poder especial, ela era capaz de controlar a Ikihatsunukishi (lembra das histórias do livro Os Irmãos de Gelo e O Herdeiro do Rei?). Ela era atormentada querendo saber mais sobre si mesma e o que aconteceu de fato com os pais, porquê foram mortos. 

Nessa busca pelas respostas, ela encontra Lando, que acabou de chegar do reino da Arthur, e ele decide ajudá-la, afinal partilham o mesmo poder

O livro, assim como os anteriores, são cheios de aventuras e Joy com seus novos amigos se metem com pessoas perigosas em busca da joia real. Abigail se junta a eles contra a vontade de Lando, que após os acontecimentos do livro anterior, em que ele perdia ela constantemente no reino de Arthur, ele não queria perdê-la nem que ela se machucasse mais. O livro se inicia já nessa jornada, e isso é muito bom porque logo no início fui tomada pela curiosidade do que iria acontecer e não consegui largar o livro.

O livro é contado sob o ponto de vista de vários personagens, e às vezes lemos a mesma cena do ponto de vista desses personagens pra dar continuidade a trama e eu gosto muito de ver as reações diferentes de cada personagem. 

Então o grupo é separado e descobrimos mais sobre a sociedade que quer ajudar os Ikihatsunukishisen a realizar a missão de salvar o mundo, mas não sabemos quem quer realmente ajudar e quem está contra eles, pois a sociedade foi dividida.

O universo criado pelo autor vai tomando forma nesse terceiro volume e entendemos mais sobre Enerkry e sobre a sociedade e os personagens que conhecemos lá no primeiro livro, e também sobre o perigo que os Ikihatsunukishisens vão ter que enfrentar, o que me deixou ansiosa pro próximo livro.

Se você busca uma série com grandes aventuras e mistérios, você precisa ler essa série!



agosto 03, 2020 - Um comentário





Título: Malorie #2 // Autor(a):  Josh Malerman // Editora: Intrínseca // Páginas: 288 // Gênero: ficção, suspense e mistério
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: Doze anos se passaram desde que Malorie e os filhos atravessaram o rio com vendas no rosto, mas tapar os olhos ainda é uma regra que não podem deixar de seguir. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível.
Ainda não há explicação. Nenhuma solução.
Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver... e transmitir aos filhos sua determinação. Não se descuidem, diz a eles. Fiquem vendados. E NÃO ABRAM OS OLHOS.
Quando eles tomam conhecimento de uma notícia que parecia impossível, Malorie se permite ter esperança pela primeira vez desde o início do surto. Há sobreviventes. Pessoas que ela considerava mortas, mas que talvez estejam vivas.
Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador.
Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.

Doze anos se passaram desde que Malorie e os filhos desceram o rio e chegaram no lugar que vemos no final de Caixa de Pássaros. E Malorie inicia com essa paz que eles viveram durante anos desmoronando após alguém ter deixado as criaturas entrarem. Eles ainda não sabem o que são as criaturas, o mistério continua.

Alguns anos depois, eles encontram um acampamento seguro, e agora são só Malorie e os filhos, Olympia e Tom, que agora são adolescentes e Malorie precisa lidar com os filhos que são cheios de vontades, algo normal na idade. Mas ela é cheia de regras e totalmente paranoica, impedindo que os filhos conversem com estranhos, embora eles às vezes vão contra ela, como acontece quando um homem que se diz ser do censo aparece para acabar com a paz e sensação de segurança de Malorie.

O homem do censo traz notícias do mundo e tudo que ele diz querer é conversar, saber as histórias de Malorie e dos filhos, e contar as dele e de outras pessoas que ele já teve contato, mas Malorie não deixa que isso aconteça, pois vai contra as regras que manteve eles seguros até então. Mas quando ele está indo embora acaba deixando alguns papéis contendo dados que ele levantou, e na lista os filhos descobrem que os pais de Malorie estão vivos, e Malorie precisa decidir se vale a pena se arriscar e colocar a vida dos filhos em risco pra ir atrás dos pais, que ela pensou estarem mortos desde que as criaturas chegaram.

"Caixa de Pássaros" teve um final sem respostas, e isso incomodou algumas pessoas, embora pra mim tenha sido satisfatório e nem precisava de continuação, mas lendo "Malorie" percebo que o autor fez uma ótima escolha em nos dar essa finalização, mesmo que - SURPRESA - não temos as respostas sobre as criaturas! Mas eu gostei muito porque consegui me identificar com a Malorie e sua paranoia, nesse momento louco que estamos vivendo. Ela só quer se proteger e proteger os filhos contra o perigo, enquanto os próprios filhos e outras pessoas que elas conheçam, dizem que ela exagera, que não é tão perigoso assim. Isso te lembra alguma coisa, considerando a pandemia que estamos vivendo? 

É um livro que recomendo de olhos fechados (desculpa hahah), se você gostou do primeiro - tem o mesmo tom sombrio que te deixa nervoso durante a leitura -, mas não leia esperando as respostas do mistério acerca das criaturas. 


julho 14, 2020 - Nenhum comentário







Sinopse: Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral.Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas.
Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?

Aos oito anos de idade, David presencia o assassinato de seus pais e isso o marca profundamente de uma forma negativa. Já adulto, ele planeja friamente repetir o que lhe aconteceu com outras famílias para tentar compreender a maldade humana, mas para que ele dê continuidade aos seus planos, David vai contar com a ajuda do psicólogo infantil William. 

William está noivo de Juliana e moram juntos. O psicólogo tem o desejo de fazer alguma diferença maior na vida das pessoas e possui um estudo inacabado sobre desenvolvimento humano e por isso a ajuda de William será tão importante para os estudos de David. Arthur, um dos melhores detetives está à frente das investigações dos assassinatos que David realiza e não medirá esforços para encontrar o assassino.

A história vai se desenvolvendo a medida que David avança com seus assassinatos, escolhendo famílias aleatoriamente, mas sendo específico na escolha da criança ter oito anos de idade. Tudo isso instiga ao detetive Arthur em rastrear os passos do assassino que pode estar mais próximo do que ele imagina.



O sorriso da Hiena, narrado em terceira pessoa alternando entre o ponto de vista de David, William e Arthur, possui leitura fluida que prende o leitor a cada página. Somos remetidos a questionamentos sobre a maldade humano e até que pontos podemos ir. O ser humano nasce conhecendo a maldade ou o meio o torna mal, influenciando diretamente em suas decisões e atitudes futuras? Questionamentos levantados durante a leitura que nos faz refletir bastante sobre a psiqué. 

Outro ponto interessante são as particularidades de cada personagem, narrado com profundidade pelo autor. Como por exemplo, Arthur possui Transtorno do Espectro Autista e que o faz ainda mais minucioso em suas investigações. William já é um pouco mais fechado e se vê colocando a prova suas relações pessoas, inclusive seu noivado ao entregar de cabeça nesse estudo de David.

 Confesso que o final não foi como esperava, mas ainda assim o livro me surpreendeu de forma positiva e com certeza entrou pra lista dos meus Thriller policial favoritos! Vale muito a pena realizar a leitura desse livro nacional. E me contem aqui o que acharam depois!!
junho 10, 2020 - Nenhum comentário





Título: Anne de Green Gables #1 // Autor(a):  L. M. Montgomery // Editora: Coerência // Páginas: 320 // Gênero: drama, aventura, infantojuvenil
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: Anne Shirley é uma órfã muito peculiar. Com a notícia de sua adoção, segue animadamente para Green Gables, na Ilha do Príncipe Eduardo, mas rapidamente descobre que os irmãos Marilla e Matthew Cuthbert na verdade queriam adotar um garoto que pudesse ajudar nos afazeres da fazenda. Apesar do engano, a menininha ruiva de onze anos conquista sua nova família com suas manias imaginativas e sua dramática — ou romântica — forma de encarar a vida. Seus desafios, contudo, estão apenas começando. Guiada por pensamentos à frente de seu tempo e por uma vontade irresistível de questionar tudo ao seu redor, ela terá de encontrar seu lugar em Avonlea ao mesmo tempo em que luta para se manter longe das encrencas que parecem persegui-la. Além disso, caberá à jovem otimista conquistar também o restante da comunidade, que, composta em maioria por pessoas conservadoras, não está acostumada ao seu espírito expansivo e revolucionário.

O livro começa com a fofoqueira da sra. Rachel Lynde muito curiosa com a saída repentina de Matthew Cuthbert, todo arrumado. E como uma boa fofoqueira, ela quis saber do que se tratava, e foi direto na fonte descobrir: após o chá, se dirigiu a Green Gables, saber de Marilla Cuthbert, o que estava acontecendo. Não demora muito pra descobrir, os irmãos Cuthbert pretendem adotar um menino pra ajudar nos afazeres da fazenda, e o Matthew estava indo buscá-lo. Mas acontece um erro na adoção, e ele volta pra casa com uma garota, ninguém menos que Anne. Uma garota falante, totalmente diferente deles, sonhadora e romântica. Mas eles não queriam uma garota, precisam de mãos masculinas pro trabalho pesado da fazenda. Mas Anne é tão amável (apesar de dar um pouco de trabalho pra Marilla) que resolvem ficar com ela. 

"É tão fácil ser malvada sem perceber, não é?"


É maravilhoso poder matar a saudade depois do cancelamento da série pela Netflix, do otimismo da Anne, que sempre usa sua imaginação pra não se deixar abater por muito tempo.

“Eu sempre fico triste quando coisas prazerosas acabam. Algo ainda mais prazeroso pode vir depois, mas nunca teremos certeza a tempo.”

A amizade de Anne com a Diana é tão linda, e nos faz torcer pra ter um laço com alguém tão forte como a amizade delas. Também acompanhamos a Anne se enturmar com as crianças na escola, e seu adversário Gilbert Blythe, que nos faz passar muita raiva quando eles se desentendem. Vemos ela cometer muitos erros e aprender com eles, ela ser aceita pela sociedade de Avonlea e também se aceitar, aceitar seus defeitos. Vemos o sentimento de Matthew e Marilla pela pequena órfã crescerem, mesmo com toda sua falação e estranheza, Anne definitivamente conquista eles e todo mundo que ela encontra

"Não é certo concluir algo sobre alguém levando em consideração apenas sua aparência, o que você pode ver por fora."


A gente vê semelhanças do livro na série, mas diferentemente do que costuma acontecer, a série conseguiu ser muito mais detalhista do que o livro. Muita coisa acontece nesse primeiro livro de forma bem superficial que é contado com muitos detalhes na série, e situações diferentes também. Mas isso não é algo necessariamente ruim. Esse livro, por exemplo, conta tudo que vemos até a terceira temporada da série (mais um motivo pra alguma plataforma de streaming salvar a série do cancelamento: tem muita história pra contar ainda), mas o livro é tão emocionante quanto a série. Eu chorei, ri, torci pelo sucesso e passei raiva em vários momentos com os personagens de Green Gables e estou muito ansiosa pra ler a continuação. 

abril 30, 2020 - Nenhum comentário





Vermelho, Branco & Sangue Azul
Autora: Casey McQuiston | Editora: Seguinte | Páginas: 383
Lançamento: 2019 | Gênero: romance | Tradução: Guilherme Miranda

O que poderia acontecer se o filho da presidenta dos Estados Unidos e o príncipe da Inglaterra se apaixonassem? Esta é a proposta bastante curiosa que Casey McQuiston nos trás em seu livro de estreia, que imediatamente conquistou milhares de fãs ao redor do mundo, inclusive a mim. Com uma linguagem simples e fluida — em terceira pessoa, mas sem perder em nada traços introspectivos e de personalidade —, e um enredo que mistura perfeitamente a sensualidade e o que há de mais fofo no desenvolvimento de um romance entre arqui inimigos, não é muito difícil se encontrar absolutamente submerso nos dramas e momentos divertidos de Alex e Henry já na primeira sentada com o livro em mãos. E além disso, contando com a problemática “do romance proibido”, Casey nos faz sonhar, acordados ou não, com soluções e com um mundo onde nada possa interferir no amor verdadeiro existente entre seus dois personagens, que se torna tão evidente ao longo das páginas.

O gatilho para o desenvolvimento do romance se dá quando Alex, filho de Ellen Claremont, presidenta eleita dos EUA em 2016, e Henry, o Príncipe de Gales — que se odeiam com todas as suas forças por conta de uma antiga e mal resolvida rixa — são obrigados a conviver e se mostrarem amigáveis perante os holofotes após um acontecimento catastrófico no casamento real do qual eram convidados: em meio a uma discussão acalorada que acaba passando dos limites, os dois terminam caídos em meio aos destroços da mesa onde o bolo de 75 mil dólares estava.

“Antes que se dê conta, ele tropeça no próprio pé e cai para trás, esbarrando na mesa mais próxima. Tarde demais, ele percebe, horrorizado, que essa é a mesa que abriga o enorme bolo de casamento de oito andares, e segura o braço de Henry para se endireitar, mas tudo o que consegue é desequilibrar os dois e fazê-los cair juntos em cima do suporte do bolo.”

Para contenção de danos diplomáticos na mídia, as medidas escolhidas pelas assessorias de ambos incluem uma grade de aparições juntos, entrevistas e posts nas redes sociais exaltando uma amizade sólida e íntima que supostamente existe entre os dois há muitos anos. Tal aproximação tão repentina poderia ser perfeitamente o que reafirmaria suas diferenças e seu ódio mútuo, porém, surpreendentemente o contrário acontece quando ambos percebem que não são tão diferentes quanto imaginavam e que as qualidades são superiores defeitos. E é à partir daí que a tensão entre os dois começa a crescer desenfreadamente até finalmente chegar ao ponto de se tornar inegável, e então, se entregam a ela e percebem que juntos poderiam fazer história.


Preciso ressaltar que a premissa do livro chamou a minha atenção desde antes da sua publicação nos EUA e que aguardei ansiosamente por alguns meses até finalmente tê-lo em mãos. Confesso que durante o tempo em que aguardei tendo apenas a sinopse e a capa original do livro como referências, acabei idealizando um enredo um pouco menos maduro do que o que encontrei ao longo das páginas, isso me surpreendeu e foi muito conflitante de formas diferentes: assim que percebi o que me aguardava, coloquei um pé atrás e disse para mim mesmo “uau, isso definitivamente não é bem o que eu imaginava!”, mas me vi ainda mais intrigado quando as partes um pouco mais quentes da história não travaram uma guerra direta contra o desenvolvimento do enredo e dos personagens e sim agregaram à intimidade deles comigo, enquanto leitor. Portanto, apesar do linguajar mais adulto e dos diversos momentos de teor sexual que não são convidativos a qualquer um, Casey soube dosar perfeitamente estes componentes presentes no livro para não transformá-lo em algo a mais que um romance de cunho muito íntimo.

E além de todo o romance propriamente dito, não posso deixar de ressaltar os personagens coadjuvantes, que de forma muito inteligente, Casey conseguiu usar como um meio para equilibrar as nuances da história, tornando-a ainda mais divertida e reflexiva. Alguns dos momentos mais memoráveis do livro se passaram na companhia da família e melhores amigos de Alex e Henry, além de algumas falas bem colocadas em momentos estratégicos que tiraram de mim algumas gargalhadas. E como um bônus, ainda temos a presença de muitas referências musicais (tanto americana e latina quanto britânica), que foram muito bem vindas à minha biblioteca. Inclusive, se você já leu ou está interessado, pode conferir a playlist exclusiva que criei para o livro clicando aqui ou ouvindo abaixo!



Concluo reforçando que a história de Alex e Henry foi uma das mais encantadoras com a qual tive contato nos últimos tempos e recomendando fortemente à todos os amantes de um bom romance que chegaram até aqui. Eles com certeza fizeram história no meu 2020!

Resenha do autor Jonathan Chagas
abril 14, 2020 - Nenhum comentário






Jéssica Garbes é uma garota de 17 anos, herdeira de uma grande fortuna e uma das modelos mais queridas pelas marcas famosas. Frequentemente, ela tem sonhos estranhos envolvendo um rapaz rebelde e uma moça de vestido lilás, nesses sonhos, ambos vivem um amor extremamente impossível e por mais que tente buscar sentido em quem são essas duas pessoas no seu sonho, Jéssica não consegue compreender. Levando sua vida em Nova York com seu chofer, Sérgio, que a acompanha em todos os lugares, Jéssica raramente tem contato com sua mãe, Isaura, uma importante empresária bastante negligente em relação aos cuidados da filha. Isaura Garbes se tornou uma mulher muito fria após a perda do marido e sua relação com Jessica acabou ficando cada vez mais distante.

Diante desse conflito entre mãe e filha, Jéssica tem como seu único amparo e companhia Sérgio, que a acompanha desde criança. Entretanto, o que Jessica não consegue enxergar é os sentimentos do chofer por ela que ultrapassa todos os limites, já que ele a manipula completamente, afasta de amizades e controla toda sua vida sem que a menina note.

Insatisfeita com sua vida em Nova York, vivendo do que Isaura quer para Jéssica, a herdeira encontra um fio de liberdade ao passar suas férias no Brasil e ir para São Paulo, visitar sua avó Laura e seu tio Xande, que levam uma vida simples, muito ao contrário de todo o luxo de dona Isaura.

É em um bairro simples na capital que Jessica conhece Beto, um rapaz bastante fechado e vizinho de sua avó, e também amigo de Xande. Jéssica de imediato tem algum pressentimento sobre o rapaz e fica instigada em conhecê-lo, mas Beto, bastante fechado e já preso em seus próprios problemas, apesar de bastante comovido com tamanha beleza de Jéssica, fica relutante em se aproximar da menina.

Beto tem problemas maiores, que basta apenas um deslize para colocar em risco não só sua vida, como também a de toda sua família, deixando-o preso a uma vida rodeada de erros e com forças ruins, vindas de Arimã, um anjo corrompido que não medirá esforços para que a união entre Beto e Jéssica nunca aconteça.

Em meio a tantos segredos, escolhas erradas e mentiras. Beto e Jéssica enfrentam tudo e todos para ficarem juntos, ainda que isso tenha um preço muito alto a se pagar, mas será que eles conseguirão?

Padma é um livro maravilhoso, daqueles que nos proporcionam realmente uma leitura cativante. Eu já conhecia a escrita da Kelly através do livro Morgenstern, do qual amei ler também e agora com a leitura de Padma finalizada, posso dizer que ela entrou pra lista das minhas autoras favoritas.

É muito bom acompanhar a evolução da Jéssica durante a leitura, ela tem uma transformação total de uma menina inocente, vivendo na sombra de Sérgio e Isaura, para uma mulher capaz de finalmente levantar sua voz e poder dizer quem realmente quer ser e fazer suas próprias escolhas. Essas sem dúvidas é uma das evoluções mais significantes.

Os personagens secundário também são muito bem explorados e cada um tem um papel fundamental na história. O livro é muito bem escrito e por envolver anjos e vidas passadas, deixa leitura mais interessante. Indico muito para vocês lerem e me contem aqui o que acharam!

As Provações de Apolo: O Oráculo Oculto
Autor: Rick Riordan | Editora: Intrínseca | Formato: Pentalogia | Livro: 1| Páginas: 320
Lançamento: 2016 | Gênero: fantasia | Tradução: Regiane Winarski

Já imaginou como seria ser tirado de sua própria vida para viver outra totalmente diferente do nada? E além de estar em um local estranho, em um corpo estranho de 16 anos nada proporcional ao seu ego inflado — com muitas espinhas e nada de abdome tanquinho! — ainda descobrir que você não tem mais poderes divinos e que seu nome é Lester Papadopoulos! Essa acaba sendo a primeira das provações que o deus sol se vê obrigado a enfrentar após atiçar a fúria de Zeus em meio a guerra contra Gaia e os Gigantes que presenciamos ao longo da saga Os Heróis do Olimpo. Em seu retorno a mitologia greco-romana, Rick Riordan nos apresenta a uma perspectiva totalmente nova em todo o seu universo: um deus que perdeu sua imortalidade e precisa enfrentar os percalços desastrosos e às vezes divertidos que isso implica.

A jornada de Apolo em meio aos mundanos se inicia da pior maneira possível: jogado em uma caçamba de lixo em um dos becos de Nova York, lá ele vê toda a sua moral como um dos deuses mais belos do Olimpo se esvaindo tão rapidamente quanto os anos seguintes de sua vida mortal. Sozinho e confuso a respeito do que está acontecendo, o ex-deus descobre da pior maneira possível os desprazeres de ser humano ao ser abordado por dois garotos mortais mal intencionados, mas felizmente ele acaba recebendo a ajuda inesperada de uma semideusa misteriosa chamada Meg McCaffrey, e como em suas outras estadias como mortal na Terra, Apolo imediatamente se vê ligado a ela — que para o seu azar não é uma flor tão delicada quanto sua aparência jovial demonstra —, para servi-la para o que precisar, mais um dos castigos de Zeus.

Contando com a ajuda do mais famoso dos semideuses do Riordanverse, Percy Jackson, Apolo e Meg conseguem chegar ao Acampamento Meio-Sangue e lá eles percebem que apesar do fim da guerra, a situação continua preocupante: os poucos semideuses que estão passando o ano no Acampamento estão desaparecendo misteriosamente e o Oráculo de Delfos, a fonte das profecias, está em completo silêncio. E diante de toda essa crise sem as profecias, Apolo descobre que antigos e poderosos imperadores estão vivos e manipulando a situação e percebe que precisa fazer alguma coisa para mudar o jogo, e assim consequentemente cair novamente nas graças de Zeus. Para essa tarefa ele conta com a ajuda de Meg, que se mostra uma aliada formidável — ou algo um pouco diferente disso...

Após duas quintologias inteiras voltadas para os semideuses da parte greco-romana de seu universo, muitos esperavam que o tão aclamado Rick Riordan enfim fosse escorregar e entregar um enredo fraco e inconsistente com intenções meramente comerciais, mas digo com alegria que isso não aconteceu. Confesso que também estava um tanto receoso, mas voltar ao Acampamento Meio-Sangue foi incrivelmente delicioso como das outras vezes, e tenho certeza que a maioria dos leitores das sagas anteriores se sentiram da mesma forma.

A narrativa de Riordan continua extremamente fluida e com toques de humor estratégicos que a tornam ainda mais jovial e leve. Com o retorno do uso da primeira pessoa, fica ainda mais evidente a personalidade presunçosa do deus, que diferentemente de tudo, não mudou em nada. Um extra interessante, além de mais pitadas inteligentes de conhecimentos gerais sobre mitologia, são as inúmeras referências a cultura pop que só tornaram o livro ainda mais rico. Preciso ressaltar a evolução de Apolo, cada vez mais Lester Papadopoulos ao longo das páginas, a preocupação incessante e sua relação com seus filhos tornam sua personalidade ainda mais adorável e palpável. E além de tudo isso o livro também nos serve bem com representatividade: o lado bissexual tão conhecido e polêmico do deus não é deixado de lado, e além disso também temos bastante de Solangelo — o casal gay formado por Nico Di Angelo e Will Solace tão amado pelos fãs.

E para concluir garanto que este foi um começo bastante instigante para a mais nova saga do universo de Percy Jackson — que tem previsão para ser concluída aqui no Brasil em outubro deste ano —, e recomendo fortemente que todos dêem uma chance às aventuras de Apolo, que apesar de limitado, não perdeu quase nada de seu glamour original.

Resenha por: Jonathan Chagas
março 11, 2020 - Nenhum comentário





O retrato da natureza humana
Autor: Oscar Wilde | Editora: Folha de S. Paulo | Páginas: 174
Lançamento: 2016 | Tradução: Jorio Dauster | Edição: por Nicholas Frankel, 2011
1ª Publicação: 1890 | Gênero: ficção gótica, drama, terror, romance filosófico

Como seria para você encarar todos os seus pecados esboçados em uma tela à óleo? Imagino reações distintas para diferentes tipos de pessoa: dor, medo, tristeza, até mesmo prazer. Mas afirmo que para todos tal sensação seria indescritível. E esta é a proposta encontrada nesta obra com pinceladas surpreendentemente frescas sobre o comportamento humano, que ouso dizer ser ainda mais atual nos dias de hoje do que no longínquo ano de seu lançamento. Sendo este o único romance assinado pelo cativante e polêmico Oscar Wilde, nos transporta à sua tão conhecida alta sociedade inglesa do século XIX, onde todos vivem de suas aparências e dividem suas transgressões apenas com os amigos mais íntimos e de total confiança.

Em suas primeiras linhas encontramos Basil Hallward, um pintor excêntrico que acaba encontrando inspiração — e uma sincera e incomum admiração — no jovem Dorian Gray, que ao ingressar nos compromissos da elite vitoriana, imediatamente começa a chamar atenção por sua beleza e doçura angelicais tão incomuns. Em uma de suas tardes no ateliê de Basil, Dorian conhece Lorde Henry Wotton, adepto fiel do hedonismo (doutrina de dedicação ao prazer como estilo de vida) , que se torna o um de seus maiores influenciadores, e o leva para caminhos distantes dos quais estava acostumado sob a influência de Basil. Por ele lhe é apresentado um lado mais obscuro da sociedade, este regado pelos prazeres momentâneos e pela vaidade.

Desta forma Dorian finalmente consegue enxergar sua verdadeira forma com clareza, imediatamente sua beleza se torna tão evidente quanto a certeza de o tempo será sempre o seu maior vilão, a cada segundo mais próximo de o separar dela. Então quando Basil termina sua obra prima, um quadro de corpo inteiro de Dorian, o rapaz admira e se apaixona pelo seu próprio rosto e se vê invejando seus traços que ficarão ali para sempre imaculados. E é neste momento em que Dorian suplica com toda a sua força que o quadro sofra e absorva todos os efeitos do tempo, para que ele permaneça jovem e belo para sempre, e tal desejo lhe é concedido e à partir daí a história se desenrola de uma forma espetacular.

Admito que minha experiência com esta história foi um pouco mais complexa do que pensei que seria. O autor nos cativa rapidamente com dilemas morais e diferentes formas de se enxergar a existência humana. Basil e Lorde Henry se tornam um perfeito contraposto em meio a história de Dorian, que figura perfeitamente como uma metáfora entre bem e mal, certo e errado. Acredito que haja muito do autor em cada uma das páginas deste livro e suas metáforas são a maneira perfeita que encontrou para passar seus posicionamentos — estes convenientes a sociedade vitoriana ou não.

A ambientação obscura característica de ficções góticas, como a que Mary Shelley nos apresenta em Frankenstein, também contribui perfeitamente para os debates filosóficos internos que a obra nos proporciona. Inclusive confesso houve dias em que demorei a dormir submerso em pensamentos à respeito dos simbolismos de Wilde. O desfecho surpreendente de Dorian também nos faz refletir sobre arrependimento e redenção. E todos esses componentes muito bem orquestrados por Oscar Wilde fez esta obra entrar para a lista de favoritos da vida, e que prova que clássicos podem ser perfeitamente atuais, trazendo ensinamentos extremamente relevantes aos dias de hoje.

Como um extra, vou falar um pouco sobre os anos mais polêmicos — e nem de perto menos interessantes do que sua obra — da vida de Oscar Wilde. Nascido em Dublin, na Irlanda, Wilde viveu boa parte de sua vida lá, até ganhar uma bolsa de estudos em Oxford, onde começou suas atividades como escritor. Rapidamente, pelo seu estilo extravagante e educação incomparáveis, se destacou como um dos maiores nomes do esteticismo ( devoção à beleza ou ênfase nela ou no cultivo das artes) , fazendo inclusive uma turnê na América do Norte para divulgar suas ideias. Em 1886 casou-se com Constance Lloyd, também escritora, com quem teve dois filhos.

Em 1890 publicou a primeira versão de O Retrato de Dorian Gray periodicamente em um revista mensal, onde a obra foi censurada sem o seu conhecimento. Que mesmo apesar dos cortes, foi alvo de diversas críticas que a apontavam como uma ofensa a moralidade. Em 1991, após uma revisão, foi republicada em forma de romance com 20 capítulos. Em 2011 Nicholas Frankel, baseando-se nos manuscritos de Wilde, publicou uma versão em 13 capítulos livre de qualquer censura — a qual me refiro nesta resenha.

Wilde era uma figura muito conhecida e tinha a vida social muito agitada em Londres, porém também mantinha algumas de suas atividades em segredo: suas relações homoafetivas fora do casamento, hoje em dia tão conhecidas e comentadas. Dentre muitas a mais famosa delas foi seu affair com o jovem Lorde Alfred Douglas, 15 anos mais novo, que se tornaria a ruína do autor.

Alfred era o filho mais rebelde de John Douglas, o Marquês de Queensberry, e tinha um comportamento um pouco mais aberto a respeito de sua sexualidade do que a sociedade vitoriana poderia suportar. Seu pai abominava seu relacionamento com Wilde, tanto que um dia resolveu deixar um bilhete ofendendo o autor, chamando-o de sodomita, ao saber daquilo Alfred convenceu Oscar de que deveria abrir um processo contra o pai por difamação. Mas as coisas não saíram como o esperado, John, usando de sua influência, conseguiu desenterrar informações comprometedoras sobre o autor que serviram, juntamente com seu próprio livro, como peças de acusação para condená-lo por “flagrante indecência”.

Em 1895 (ano que marca com a prisão de Wilde o fim do esteticismo) foi condenado a pagar dois anos de prisão e trabalhos forçados. Wilde não fugiu ao contrário do que todos, inclusive sua esposa, aconselharam, e cumpriu seus anos de prisão. Tanto Constance quanto os filhos deixaram a Inglaterra e abandonaram o sobrenome de Wilde. Quando terminou de cumprir sua pena, já com a saúde e o psicológico debilitados, Oscar se mudou para a França onde sobreviveu com o auxílio de amigos até morrer em 1900. Um triste fim para uma alma com tanto a compartilhar com o mundo sendo tão à frente de seu tempo. Oscar não tem apenas a minha sincera admiração como escritor, mas também como pessoa por toda a sua trajetória e indico fortemente uma pesquisa sobre sua vida e obras.

O icônico Oscar Wilde deixou em vida dezenas de obras dentre peças, contos e livros. Incluindo uma carta à Bosie, apelido de Lorde Alfred Douglas, que foi publicada em diferentes versões após a sua morte. Sua genialidade permanece cativando e inspirando ao redor do mundo.

“Se simplesmente fosse o contrário! Se eu permanecesse jovem para sempre, e o quadro envelhecesse! Por tal coisa — por isso — eu daria tudo! Sim, não há nada no mundo que eu não desse!"

Resenha por: Jonathan Chagas
fevereiro 21, 2020 - Nenhum comentário





Título: O Silêncio dos Livros // Autor(a): Fausto Panicacci // Editora: Pandorga // Páginas: 148 // Gênero: drama, distopia, ficção científica
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: TER LIVROS É CRIME. DENUNCIE. Numa época em que os livros são proibidos, o misterioso Santiago Pena acaba de chegar a Portugal, onde conhecerá Alice, menina desprezada pelos pais. O encontro de um antigo caderno trará questões intrigantes. Que relação haveria entre um jovem acusado de crime que alega não ter cometido, suntuosos projetos arquitetônicos e a descoberta de uma biblioteca abandonada? O Silêncio dos livros é uma declaração de amor à Literatura. Romance para ser saboreado não só pelo enredo recheado de tensões e suspense, mas também pelos detalhes de construção, insere-se na melhor tradição da cultura ocidental, com sutis menções a livros, poemas e vinhos, a mitos clássicos e folclore, a obras de arte e teorias científicas, além de enveredar por grandes discussões da contemporaneidade, como privacidade, identidade, genética, direito ao esquecimento. Manejando uma linguagem precisa e poética, o autor cria metáforas surpreendentes, explora recursos estilísticos e sabe convidar o leitor a desvendar sentidos apenas sugeridos.

No futuro, livros são proibidos. As pessoas são obrigadas a denunciar. Nisso, conhecemos Alice, em Portugal, que ainda mantém um livro, com a dedicatória da vó e tudo. Mas a mãe descobre o esconderijo do livro e destrói ele na frente da menina.


Ninguém tem muita paciência com a menina, os pais ficam ocupados demais com suas tecnologias enquanto tudo que a menina quer é alguém pra lhe contar histórias. Por isso ela sente muita falta do tio e da avó, que contavam muitas histórias pra ela. Mas isso muda quando Santiago, um homem solitário, muda pra casa ao lado de Alice.

"Era um daqueles períodos da História tão tragicamente adultos que o absurdo só se faz visível aos olhos da infância."

Santiago é a favor da volta dos livros, e num jantar na casa da família de Alice, eles explicam porquê são contra. Ninguém tem tempo de ler livros, é muito mais "democrático" ser algo que todos podem alterar em vez de ficar preso na visão do autor do livro. E foi nessa parte (logo no início) que o livro me conquistou. É um livro que homenageia todos os livros, e faz críticas à nossa sociedade atual, que não lê, que não enxerga a importância dos livros.

"A Literatura fornece-nos muitas chaves para compreensão da vida; basta apanhá-las e abrir as portas." 

Também acompanhamos Hilário de Pena, no Brasil, em meio a uma investigação criminal. Ele foi acusado de matar uma pessoa, mas diz que estava apenas defendendo os amigos. Uma das coisas favoráveis a ele é que ele não tem o gene violento, algo que o Governo brasileiro copiou de outros governos estrangeiros pra determinar casos de violência e dependendo do caso, pode ser levado a pena de morte. Mas como ele não tem o gene, o governo terá que repensar o tal estudo.

"Talvez as coisas tivessem de ir embora, mesmo sendo isso triste, para que outras pudessem vir."

As duas tramas se unem de uma forma inesperada e cria história simplesmente genial. Tem referências a Fahrenheit 451 com a queima de livros, conhecemos também um contrabandista de livros, que leva livros do Brasil – um dos poucos países que não proibiu os livros impressos, por incrível que pareça – à Portugal, que nos remete à Menina que Roubava Livros, isso tudo com uma essência própria.


"Devemos resistir a tudo que nos desumaniza, e a eliminação de boas e velhas histórias, dos livros, é receita certa para a desumanização."

O livro é muito bem escrito, e você já fica curioso só pela premissa, mas ele te prende e traz metáforas inteligentes. Mostra como a leitura é capaz de mudar uma vida. Com certeza virou uma das melhores leituras do ano! E apesar dos tempos sombrios que vivemos, é sempre bom ler algo que nos faça refletir, e esse livro com certeza vai ter esse efeito em você. Recomendo esse livro que homenageia todos os livros!

"Sabe, alguns dizem que o homem é fruto do meio; outros, que é produto dos genes; talvez há um pouco disso tudo; mas penso que, fundamentalmente, é fruto dos livros que lê; ou nestes tristes tempos, dos que não lê."


fevereiro 10, 2020 - Um comentário





Título: A Chama de Seus Olhos // Autor(a): Letícia P.S. // Páginas: 148 // Gênero: drama, romance
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: Natália está passando pela pior batalha de sua vida: O câncer. Perdida e sem esperança, ela tenta suicídio, e é salva por uma completa estranha, Luísa. A salvadora fica irritada com a moça por tentar tirar a própria vida, já que seus pais não tiveram nem direito de lutar. Luísa e Natália começam uma amizade improvável, divertida, mas que a cima de tudo pode reacender a chama nos olhos de Natália, que se apagaram quando ela recebeu o diagnóstico.

Já postei as primeiras impressões desse livro no blog e aqui estou pra contar pra vocês o que achei da obra!

Enquanto Natália se arrumava pra ir a uma festa, ela apalpou seu seio durante o banho e sente um caroço. Sua família tem histórico de câncer, e um exame comprova que ela também tem. Logo ela, uma luz na vida de todos ao seu redor, acaba se deixando abater com a notícia.


Também conhecemos Luísa, que acaba de descobrir que seu namorado a traiu com várias outras garotas, e isso a abala, e ela começa a agir inconsequentemente, chegando até a roubar um carro.

"Eu não encontrei, ela quem me encontrou."

As duas se conhecem quando Natália está perto demais da beira de um terraço pensando em se matar, de tão abalada que ficou. Luísa tenta animar Natália, e ela não compreende como alguém que ainda está viva, respirando, pode querer desistir das coisas tão facilmente assim, visto que ela perdeu os pais em um assalto, sem nenhuma chance de lutar.


Luísa, que tem uma vida difícil, é convidada pra ficar um tempo na casa de Natália, após impedir que ela cometa o erro. E nisso, ela vai ajudar a chama de Natália a se reacender, a voltar viver plenamente.

"Acredite em mim, ninguém quer ficar sozinho com as próprias dores."

Luísa é uma pessoa super alto-astral e vai tentar trazer essa energia pra vida da Natália. Ela sempre tenta mostrar o lado positivo da situação, mas não de um jeito irritante, tipo algumas pessoas que tentam te culpar por estar pra baixo sendo que não é sua culpa. Ela deixa tudo ao seu redor mais leve. E é exatamente isso que Natália precisa, daquele empurrãozinho pra se encontrar novamente e ser lembrada de que o seu diagnóstico não é o fim do túnel. Natália e sua família também ajudam Luísa, que não sabe o que é ter uma família de verdade.


O livro é bem pequeno, tem apenas 148 páginas, mas é muito bem trabalhado, e te prende logo nas primeiras páginas. O livro fala muito sobre amizade, e eu achei diferente a abordagem, já que sempre leio sobre pessoas que ficam doentes e são "salvas" por um romance amoroso, e gostei de a autora ter focado na amizade das duas meninas. Mas tem romance pra gente shippar também.

"Algumas pessoas costumam dizer que o que é bom, não dura para sempre. Mas como não duraria? Se todas as boas recordações ficam gravadas em nossos corações?" 

A edição do livro é muito linda e sou apaixonada na capa! Achei todos os detalhes do livro muito bonitos. Já li outros livros da autora (leia a resenha de Alice e Eternidade) e posso dizer que esse é o seu melhor trabalho. É muito bom acompanhar a evolução da escrita da Letícia. Se você tá buscando um livro leve mas emocionante, você precisa ler esse!

janeiro 17, 2020 - 3 comentários





Toda história tem pelo menos dois lados. Vocês conhecem a versão da Fani, mas alguém já parou para pensar na minha?
Alguém sabe o que senti quando a vi se derretendo por aquele professorzinho de araque? E a Vanessa? Se dependesse só de mim, aquelas páginas teriam sido bem diferentes... ?
Porém, tenho que confessar: no fim das contas, até que gostei daquelas voltas todas. Foi emocionante. E só assim a Fani pôde descobrir que nenhum filme é melhor do que a própria vida. ?
Leonardo Santiago
Fazendo Meu Filme 1, narrado pela Fani, conquistou milhões de leitores no mundo, mas será que tudo aconteceu exatamente como ela contou?
Em Fazendo Meu Filme Lado B vamos descobrir a versão do Leo, saber quais foram as motivações dele e o que o levou a tomar certas atitudes. Personagens que tiveram pouco destaque na visão da Fani, agora aparecem ajudando (ou desorientando!) nosso protagonista. Além disso, alguns acontecimentos de Minha vida fora de série 2, que se passa na mesma época, também ganham outra perspectiva.
Venha matar a saudade desse inesquecível romance e saber de fatos que você nunca imaginou... Acima de tudo, venha conhecer melhor e se apaixonar ainda mais por esse garoto simpático, popular e que tem as covinhas mais fofas do mundo!


Leonardo Santiago é um garoto que acaba de ir para o segundo ano do Ensino Médio e de quebra ainda ganha um estágio na empresa de administração de seu pai, mesmo não tendo certeza de que será essa profissão que ele irá seguir futuramente, uma vez que o que verdadeiramente gosta de fazer é mixar músicas.

Repleto de amigos e com um carisma enorme, Leo é um ótimo companheiro para todas as horas e não há quem não se encante pelo seu jeito atencioso e protetor com quem realmente gosta. É no início do ano letivo, por conta de um confusão ao trocar de turma com seu amigo Rodrigo, que Leo conhece Fani, uma menina bastante tímida e de poucos amigos, mas que logo o atrai. Curioso para conhecer mais sobre a aluna novata, ele não mede esforços para se aproximar e aos poucos uma amizade vai surgindo entre os dois. O que para Leo não é nada bom porque não é bem no campo da amizade que ele quer ficar, mas, com medo de que Fani se assuste se ele se declarar, o rapaz sutilmente tenta demonstrar seus sentimentos de outras formas, chegando até a gravar um CD com músicas românticas e que entregam seus sentimentos, entretanto, até Fani compreender que a letra de cada música tem um significado a mais, pode ser demorado.

O tempo vai passando e não há o menor vestígio de que Fani tenha percebido os sentimentos de Leo por ela, o que faz com que o garoto acabe desesperançoso e resolve então fazer de tudo para esquecê-la, chegando a conhecer e sair com outras garotas, mas tudo parece ser em vão, uma vez que ninguém consegue ocupar o espaço que Fani ocupa em seu coração.
Para piorar ainda mais, ele descobre que Fani passa em uma prova para fazer intercâmbio e que vai passar um ano morando na Inglaterra. Por mais triste que Leo tenha ficado com a notícia, ele sabe que no fundo está sendo egoísta por não querer que sua melhor amiga vá para longe e decide de uma vez por todas que o melhor é se afastar para evitar que todo o sofrimento daquele amor não correspondido se prolongue por mais um ano.



Leo então tem o plano perfeito para tentar tirar Fani de seus pensamentos, mas é nesse momento em que ele trava uma guerra interna para superar aquele amor, que a menina não dá a menor trégua e se aproxima ainda mais, à medida que ele recua, dificultando seus planos de se manter distante. Com a proximidade do intercâmbio e tudo parecendo dar errado, Leo terá uma enorme surpresa, cabendo a ele tomar um decisão importante que definirá para sempre seu destino com Fani.

Foi extremamente difícil me conter para escrever essa resenha porque ao mesmo tempo que esse livro me faz ter vontade de contar todos os detalhes, essa história me deixa sem palavras para descrever o quanto é maravilhosa.

Acho que sou suspeita para falar sobre Fazendo Meu Filme porque é meu livro preferido de todos os tempos e a história da Fani e do Leo sempre mexeu intensamente comigo, desde quando li, há sete anos, Fazendo Meu Filme 1 - A Estreia de Fani e desde então não parei mais. Comprei todos os livros da série e todos os outros da Paula Pimenta também. E exatamente por isso, por ter lido essa série ainda quando era adolescente, quando tinha acabado de completar 15 anos que eu estava curiosa para saber como a Isadora de hoje em dia se sentiria em relação a esse livro tão marcante para mim e Fazendo Meu Filme (Lado B) foi uma surpresa muito agradável porque então percebi que apesar de terem se passado alguns anos, eu me senti exatamente igual quando li a história pela primeira vez e consegui aproveitar o máximo a leitura. Saber o que acontece em todos os livros da versão anterior, não atrapalhou de modo algum para mim a leitura do início dessa série contada na versão do Leo porque me senti tão envolvida na narrativa que foi quase como se tudo ainda fosse uma novidade. E de certa forma foi uma novidade sim porque até então eu não tinha exato conhecimento de como o Leo havia se sentindo durante a história.



O leitor acompanha então em Fazendo Meu Filme (Lado B) a história toda pelo ponto de vista do Leo. A narrativa inicia um pouco antes da que é contada na versão da Fani, então o leitor acompanha bem o início de quando a Fani e o Leo se conhecem na sala de aula. Outro detalhe bem legal é que novamente a história vai de encontro com outras passagens do segundo livro de Minha Vida Fora de Série, então é possível relembrar alguns momentos importantes da história da Priscila e do Rodrigo.

Os personagens são cativantes e cada um tem suas particularidades, fazendo com que de alguma forma se tornem inesquecíveis. Alguns tiveram mais destaques nesse livro, como o Alan, o Luigi e a Vanessa, permitindo assim o leitor se aprofundar um pouco mais em suas vidas.

Sem dúvidas Fazendo Meu Filme (Lado B) é um livro que me marcou e amei muito voltar na minha adolescência junto com o Leo. Foi uma leitura que transbordou meu coração de sentimentos e recordações boas e indico para todos que já conhecem a história, ou para quem ainda não conhece e tem vontade de conhecer!

janeiro 11, 2020 - Um comentário





Título: O Herdeiro do Rei (Enerkry #2) // Autor(a): LeandroVSilva // Páginas: 284 // Gênero: ficção científica, aventura
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: Ainda em 2023, Lando vive com os pais e avô na mansão da família Rikarggan. A família de Lando serve aos Rikarggan há anos e o legado vem passando para ele, que, por mais que entenda a tradição, gostaria de mudar seu destino e seguir um caminho diferente. Lando tem passado por conflitos em relação aos filhos do Sr. James Rikarggan. Um dos filhos dele o odeia e outro tem um apego, mas essa proximidade não é aprovada pelo Sr. James, que não permite relações sentimentais dos membros da sua importante família com os empregados.
Lando desafiando essa regra quase destrói a estabilidade de emprego dos seus pais. No meio desses desentendimentos, o chefe geral dos empregados da família Rikarggan, Sr. George, orienta Lando a não criar mais conflitos, mas também lhe conta coisas que, para Lando, de início, parecem estranhas. O Sr. George lhe mostra um objeto estranho, uma espada que pelo jeito em que se encontrava, fincada numa pedra, lembrava a famosa Excalibur. Lando, zombando da ideia de que a espada realmente poderia ser a lendária espada, tenta tirá-la da pedra e algo inesperado acontece.

Lando mora com a família no subsolo da casa dos ricos Rikarggan, e trabalha pra eles. Ele ajuda o avô nos serviços de marcenaria, e o filho da família que os emprega é o garoto mais chato que ele conhece – se acha demais por ter dinheiro – enquanto Lando é apaixonado pela irmã, Abigail. Mas o pai dela é contra, por causa das condições financeiras de Lando, não acha que ele é bom o suficiente pra ela.

Eles quase são mandado embora quando o pai de Abigail descobriu os dois juntos, mas voltou atrás. Em seguida, o Sr. George o chamou para mostrar uma espada, a Excalibur do rei Arthur, e ao tocá-la, ela o transportou pra outro lugar, ele viajou no tempo, para o passado.

Nesse novo mundo, ele conhece é conhecido como Landerran, filho de Tristan, e quando conta para o "pai" que não é o filho dele de verdade, eles resolvem ir atrás de um feiticeiro, Ekinilr, pra ajudá-lo a voltar pro seu tempo e descobre que ele na verdade é um alienígena que veio de uma galáxia distante e que acabou ficando preso na Terra.


Lando, ou Landerran nesse novo lugar, herdou o poder do rei Arthur para empenhar a Excalibur (que é a Ikihatsunukishi, que conhecemos no livro 1: Os Irmãos de Gelo) e se isso for mesmo verdade, Ekinilr pretende colocar o verdadeiro herdeiro do rei Arthur no poder. Mas antes disso eles vão enfrentar vários obstáculos, um deles sendo Lando ficar preso numa linha do tempo e sempre voltar a ela, mesmo quando consegue voltar pra sua época, ela muda completamente.

É uma história cheia de aventuras e ótima pra quem já conhece a história do rei Arthur, mas que agora é apresentada de uma forma diferente e moderna.

Já li alguns livros do autor (leia as resenhas de Amor Além das Estrelas e Os Irmãos de Gelo) e posso dizer que esse é meu favorito! É a continuação de Os Irmãos de Gelo e fiquei muito surpresa com o novo mundo apresentado. Tem muito aventura, ação e toda a questão do loop é muito bem escrita. Super recomendo!

dezembro 16, 2019 - Nenhum comentário





Título: Flor de Lis // Autor(a): Marina Piva // Editora: Quixote+Do // Páginas: 294 // Gênero: romance
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: As pessoas mudam? O ser humano é capaz de se redimir? Duas realidades absolutamente distintas, com verdades e paixões diferentes, se cruzam. Não pelo destino, não pela força do acaso, mas pela busca de uma interesseira redenção.
Leopoldo Albuquerque é um homem poderoso, rico e influente que foi flagrado e exposto em rede nacional revelando preconceitos e rancores do passado.
Theodora, uma garota do interior, se encontra presa em uma realidade convencional que a angustia. Não há saída, o futuro está traçado.
Flor de Lis é a cidade que testemunhou a mentira chegar e virar verdade. Pra quem quer acreditar, claro. E você, acredita?

Theodora – ou Dora, como prefere ser chamada – mora em Flor de Lis, uma cidade pequena onda nada acontece, com poucos amigos e uma família que a ama. E ela gosta assim, de ficar no seu quarto com suas séries e música. Um dia conhece Raul e os dois se aproximam, apesar da relutância por parte de Dora no início.

E com o passar do tempo, já na faculdade, os dois ainda estão juntos. Raul toca os negócios da família, mas Dora não tem muito interesse nisso. Na verdade, ela estava meio entediada com o próprio relacionamento, mas ao mesmo tempo que era algo confortável.

"Você é jovem e pode mudar quase tudo na sua vida. Mas as coisas só mudam se você mudar a forma acomodada de pensar."

Também conhecemos Leo, um cara bonito que sabe muito bem o efeito que tem nas mulheres ao seu redor. Depois de um escândalo do pai, um político que foi gravado falando mal dos eleitores, ele começa a pensar em como nunca conheceu bem o pai, já que ele pensa tão pouco das pessoas que fizeram sua carreira. Mas acaba aceitando a proposta do pai de se mudar pra outra cidade e recomeçar, fazer uma vida pública longe da imagem do pai. E essa cidade é Flor de Lis, onde Dora mora.

Quando ele chega em Flor de Lis, seguindo as instruções do pai, se aproxima dos moradores, e especialmente de Dora, e ela gosta da atenção que recebe dele, e assim percebe que merece algo bem melhor do que o noivo tem a oferecer.


O livro é narrado em terceira pessoa, ora sob o ponto de vista de Dora, ora sob o ponto de vista de Leo, mas também conhecemos a história dos outros personagens importantes pra história.

Adorei acompanhar o crescimento de Leo durante a leitura, e o efeito que Dora teve, apesar de no final ter ficado meio apagada, pela importância de outros plots. Foi muito louco também ver os bastidores e a sujeira de quem trabalha na política, e apesar de ser ficção, poderia muito bem ser uma notícia de jornal de verdade.

A escrita da Marina é muito fácil e faz a leitura bastante agradável, além, é claro, de trazer uma história envolvente logo no primeiro capítulo. Super recomendo, se você está procurando uma leitura leve!


novembro 28, 2019 - Um comentário





Título: Entre a Luz e a Escuridão #2 // Autor(a): Ana Beatriz Brandão // Editora: Verus // Páginas: 252 // Gênero: ficção, fantasia
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: O aguardado segundo volume da série Sob a luz da escuridão. Da autora do best-seller O garoto do cachecol vermelho. Lollipop assume a liderança da Área 4 e comanda tudo com mãos de ferro. Depois que novas áreas são conquistadas, o clã está mais poderoso do que nunca. Com a ajuda de um novo aliado, Sam, Lolli e Jazz se preparam para interceptar um dos maiores contêineres enviados pelo Instituto. E, quando tudo sai do controle, um grupo de guerrilheiros precisa partir em uma missão suicida que os levará ao encontro do maior inimigo dos metacromos. Destemida, rebelde, divertida e incansável... Uma garota repassa essas palavras em sua mente como um mantra que a mantém equilibrada e a torna forte para obedecer às ordens que recebe de uma voz desconhecida. Programada para trabalhar arrecadando dinheiro para o Instituto LTG, ela é capaz de tudo para se manter viva. Até mesmo matar.

Depois dos acontecimentos do livro anterior (confira a resenha aqui), entendemos um pouco o final do primeiro livro e o que significa a volta de Chris. E também sabemos que Lolli é quem tem comandado a Área 4, tornando cada vez mais poderosa e forte.

Ao mesmo tempo, descobrimos uma nova personalidade de Lollipop, ou agora, Cellestia, isso porque o Instituto a pegou e apagou a memória dela (mais uma vez) e está fazendo uma lavagem cerebral nela, mostrando que o Instituto é bom, quando na verdade não é.


Eles querem usar seu poder de voltar ao tempo pra dar sangue de vampiro ao criador do Instituto, fazendo ele ser ainda mais perigoso. Mas se depender de Evan e da gangue, isso não vai acontecer, então eles vão em uma missão para resgatá-la.

Ela está completamente diferente daquela garota por quem Evan se apaixonou, tanto as atitudes quanto a aparência. Mas será que isso vai mudar o sentimento dos dois? Depois de tudo que passaram?


O livro, assim como o primeiro, é dividido entre os pontos de vista dos personagens, e a escrita é bem leve e viciante, uma marca registrada de Ana Beatriz Brandão. O foco desse livro não foi tanto no romance como no livro passado, até porque eles estavam separados, mas eu gostei muito mais. Teve bastante ação e pudemos entender mais as motivações do Instituto.

Fiquei impactada com o final desse livro, não vou dar spoiler, claro, mas eu tô MUITO curiosa pra saber como o Evan vai lidar com o que aconteceu no final, e também pra entender como e porquê aquilo aconteceu. Fui pega de surpresa de verdade, não esperava aquilo. Se você leu o primeiro, precisa ler essa continuação... e se você não conhece a trilogia, tá esperando o que?


novembro 18, 2019 - 2 comentários




Título: Nossas Cores // Autor(a): Adriel Christian (recebido em parceria com o autor) // Páginas: 39 // Gênero: conto LGBT
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: Giovanah precisa descobrir como lidar com os sentimentos que está criando pela melhor amiga. O que ela pode fazer? Paraplégica, adotada por casal homossexual e possivelmente lésbica. Será que a sociedade está preparada para ela? E acima de tudo, vale a pena correr o risco de perder a amizade por um amor?

Giovanah é cadeirante, mas tem uma vida normal em Tocantins, com seus amigos e sua família dedicada. Ela não tem a presença de sua mãe, que foi embora quando ainda era pequena, mas tem o amor dos dois pais adotivos.

Ultimamente ela tem sentido coisas que nunca sentiu antes: ela se sente atraída por Layla, sua melhor amiga. Então durante a leitura vamos acompanhar a descoberta desses novos sentimentos na adolescência.

"Prefiro acreditar que cada um escolhe qual caminho quer seguir."

O livro aborda assuntos muito pertinentes, como essa fase de descobrimento da adolescência, acessibilidade para deficientes, etc. Tem uma dose alta de representatividade que eu amei, e tudo isso de uma forma descontraída e totalmente natural.

A escrita do Adriel é muito fácil e direta, então além de ser um conto super curtinho, a escrita dele torna a leitura ainda mais agradável. E foi muito nostálgico ler sobre a época de Orkut, Acesso MTV, Quinta Categoria e a época em que Capricho e Restart fazia sucesso, e lembrei o quanto era viciada nesses programas! Super recomendo!

"O problema é que: nem sei o que realmente sinto."

novembro 05, 2019 - Um comentário






Sinopse: Beleza, poder, popularidade. O que mais uma garota pode querer? Renata acaba de ser expulsa de sua antiga escola. Perdeu seu status, seus amigos, seu namorado e sua antiga vida de privilégios. Agora, precisa recomeçar do zero, em um rígido internato católico.
Possessa e nada disposta a construir novos laços de amizade por conta das frustrações do passado, ela se vê, de repente, perdida. Sem largar sua essência, a garota se equilibra entre lidar com o desprezo constante dos alunos do colégio, recusar as investidas do presidente de um grupo misterioso e, nesse meio, administrar seu interesse por um aluno em particular. Será que Renata vai conseguir superar seu passado e iniciar uma nova jornada mostrando uma nova versão de si mesma – ou insistirá em seus velhos erros?
Renata Vincenzo é uma garota que sempre teve tudo o que quis aos seus pés sem precisar de muitos esforços, uma vez que veio de uma filha extremamente rica. Entretanto, seu péssimo comportamento e as confusões em que se meteu no seu antigo colégio, acarretou à herdeira uma série de consequências drásticas. Os pais de Renata, Giuseppe e Laura Vincenzo não perdoaram a última que sua filha aprontou e para tentar fazer com que Renata tomasse de uma vez por todas juízo, não pensaram duas vezes antes de mandarem ela para o Colégio Interno Nossa Senhora da Misericórdia.

O colégio era o pior pesadelo de Renata e para ela, se adaptar ali seria impossível e por isso seu total desinteresse fez com que dificilmente ela se desse bem com os outros estudantes, inclusive com sua colega de quarto, mas a herdeira não deixou de atrair interesse em alguns alunos, principalmente em Gabriel, líder do Conselho, um grupo secreto formado por estudantes e que davam festas escondidas e violavam outras regras do colégio. Para Renata, o grupo não passava de uma bobeira criada por adolescentes e estava relutante em não fazer parte.

Por outro lado, Renata começara a se interessar pelas aulas, principalmente a de literatura, dada pela docente Trenentim, que indicava ótimos livros para leitura e propunha debates construtivos em sala de aula. Algo finalmente havia sido despertado em Renata graças à professora que ela começara a gostar também, mas, com motivos suspeitos a professora acaba se afastando do colégio deixando dois alunos bem intrigados.



Guilherme veio de uma família simples e humilde, é bolsista do Colégio Interno Nossa Senhora da Misericórdia e o melhor aluno, com notas altas e muito empenhado. Assim como Renata, Guilherme acha muito estranho a saída da professora Trenentim e é aí que ele propõe à herdeira para ajudá-lo a descobrir se há algo por traz da suposta demissão.

Renata e Guilherme não fazem ideia até então de onde estão se metendo e principalmente, com quem estão se metendo, prestes a descobrirem algo bem maior e que à medida que esse mistério vai sendo solucionado, a aproximação entre ambos passa a ser inevitável e algo bem maior pode surgir dali.

Confidências de Uma Ex-Popular é maravilhoso. Demorei um pouco para finalizar a leitura, mas por pura falta de tempo porque a história fluiu muito rápido para mim. Quando recebi o livro da Ray, já tinha imaginado que iria amar e minhas expectativas não foram frustradas.



A capa aparenta ser apenas de mais um livro juvenil, com uma protagonista rica (realmente é) e sem maiores profundidades, entretanto, ao embarcar na história, o leitor vai descobrindo questões sociais importantes, como a desigualdade e até mesmo corrupção. Foi ótimo acompanhar a evolução de Renata, que no início era uma garota fútil para uma nova pessoa que não se contenta com tanta injustiça e quer defender com unhas e dentes o que acha certo.

E o que falar do Guilherme? Ele é um fofo e que apesar das dificuldades que tem em casa, sonha em dar um futuro melhor para sua família e é a principal questão que o move.

Há outros personagens importantes no livro e são muito bem construídos, permitindo o leitor aprofundar ainda mais na história.

O final da história eu pensei que seria diferente e achei um pouco corrido por conta de toda a passagem de tempo, confesso que fiquei um pouco triste, mas ainda assim não acho que isso torna o livro ruim. Consegui compreender as vontades de Renata e de Guilherme e ambos tomaram decisões difíceis. Por fim, indico para todos Confidências de Uma Ex-Popular. É um livro que te surpreende e te prende com tanto conteúdo construtivo e repleto de aventuras!


novembro 01, 2019 - Nenhum comentário





Título: The Octopus Curse // Autor(a): Salma Farook // Páginas: 210 // Gênero: poemas
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE (minha tradução): A ciência quer que acreditemos que não somos nada além de célula. Discordo. Somos feitos de histórias. As histórias que ouvimos de nossas mães, as que contamos para nossas filhas. Os contos que compartilhamos com irmãs e amigos. As que nunca dizemos em voz alta, mas pesam ​​em nossas mentes e correm como uma febre em nosso sangue.
Há uma infinidade de grandes divisões entre nós;  raça, religião, culturas, a maneira como nos vestimos, as línguas que falamos, mas as histórias que contamos nos unem na língua universal de sorrisos, lágrimas, dor e riso. Elas nos lembram que, como mulheres, todos estamos perseguindo contos de fadas semelhantes.
Esse livro é um convite para celebrar as pontes, nos deliciar com nossas histórias e nos concentrar na alegria de nossas vidas agora, em vez de correr atrás do feliz para sempre. Isso chegará no seu próprio tempo.

The Octopus Curse (A maldição do polvo, em tradução livre) é um livro de poemas "pegajosos", como diz o subtítulo, traz lindos poemas da autora Salma Farook, sobre amor, coração partido, resiliência, amor próprio, feminilidade, viagens.

O livro inteiro mostra como somos parecidos com polvos, que eu amei e achei genial, pois, pra quem não sabe, o polvo tem três corações. E a autora se indaga, será que ele se apaixona três vezes? Ela diz que sofre tendo apenas um, imagina três? E ela simplesmente não sabe como o polvo suporta. Entre outras semelhanças que vou deixar você ler e entender.


Mas a maldição do polvo é que às vezes nós nos agarramos às pessoas (como um polvo é capaz), nos importamos e amamos demais, quando deveríamos aprender a deixar as pessoas irem embora.

O livro é cheio de poemas inspiradores sobre a vivência das mulheres, sobre se apaixonar, ter o coração partido, as experiências de viajar.

Com certeza virou um dos meus livros favoritos, e se você já leu "outros jeitos de usar a boca", com certeza vai amar esse também. É um livro que lerei muitas e muitas vezes, sempre que precisar de inspiração!

Lembrando que o livro vai estar grátis até dia 05/nov, então garanta o seu!

outubro 28, 2019 - Um comentário





Título: Amor Além das Estrelas // Autor(a): LeandroVSilva // Páginas: 208 // Gênero: ficção científica, romance
adicione ao skoob // compre aqui
SINOPSE: Em um futuro onde as viagens interestelares já começaram, Drinihian e Micahilla trabalham para o Centro Espacial Mundial. Eles dividem seu tempo entre um relacionamento fragilizado por seus sonhos, aspirações profissionais e as missões que os distanciam cada vez mais um do outro. Micahilla trabalha arduamente para ser a primeira a conseguir o primeiro contato com vida alienígena inteligente e Drinihian é aspirante a piloto e treina com intuito de um dia ser selecionado para uma das missões mais importantes de exploração fora do sistema. A todo momento ocorrem fatos que colocam em risco suas vidas e carreiras fazendo-os se afastarem, cada vez mais um do outro.

Drinihian e Micahilla se conhecem desde pequenos e mantém um relacionamento, mas que não estão dando tanto atenção um ao outro por causa do trabalho. Mica trabalha desenvolvendo técnicas pra detectar vida inteligente pelo universo, e Drinihian sonha em ser escalado para uma viagem interestelar e treina muito pra isso.

Eles focam muito no trabalho, que é bem difícil, cada um com sua particularidade, e têm pouco tempo para o relacionamento, que acaba se desgastando. Além disso, Dornnih, supervisor de Micahilla, está sempre próximo dela quando ela precisa.


Quando a chance de Drinihian de fazer sua primeira viagem interestelar está próxima, ele tem que convencer Mica a ir com ele. Mas será que o amor deles é forte o suficiente pra fazer com que ela siga com ele, apesar de ter um trabalho que ela gosta?

A teoria que Mica estuda, de entrelaçamento quântico, consiste na conexão de dois ou mais objetos estarem conectados independente da distância em que se encontram separados no universo, e tem tudo a ver com o relacionamento deles, pois mesmo com a distância entre eles, o amor deles é forte e se sustenta.


A escrita do autor é muito fácil e tem várias explicações das teorias de viagens interestelar e da pesquisa da Mica, e eu achei muito interessante, e me deu vontade de procurar saber mais sobre.

O livro mostra como um relacionamento pode se deteriorar se ele não for tratado como prioridade, e nos faz lembrar que precisamos sempre dar atenção daqueles que amamos. Recomendo demais essa história, é um livro leve que com certeza vai te conquistar!


Já resenhei outro livro do autor, clique aqui para ler!