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setembro 15, 2020 - 2 comentários





Título: A Joia Real (Enerkry #3) // Autor(a): Leandro V.Silva // Páginas: 286 // Gênero: ficção científica, aventura, romance
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SINOPSE: Joy, uma menina solitária que recebeu treinamento de seu tio, ex-agente do Serviço de Inteligência, precisa pegar algo a todo custo na mansão dos Rikarggan e não medirá esforços para conseguir, mesmo que tenha que usar o seu Ikihatsunukishi. Ela encontra Lando, que acabou de sair de uma alucinante aventura no reino de Arthur.
Ele, surpreso por Joy ser uma Ikihatsunukishisen e suspeitando das atitudes dela, decide ajudá-la na busca, mesmo sabendo que isso colocaria em risco não só os Rikarggan, mas também sua própria família.

Joy perdeu os pais quando ainda era criança e foi criada pelo tio, um ex-agente do Serviço de Inteligência. Mas ela sempre soube que tinha um poder especial, ela era capaz de controlar a Ikihatsunukishi (lembra das histórias do livro Os Irmãos de Gelo e O Herdeiro do Rei?). Ela era atormentada querendo saber mais sobre si mesma e o que aconteceu de fato com os pais, porquê foram mortos. 

Nessa busca pelas respostas, ela encontra Lando, que acabou de chegar do reino da Arthur, e ele decide ajudá-la, afinal partilham o mesmo poder

O livro, assim como os anteriores, são cheios de aventuras e Joy com seus novos amigos se metem com pessoas perigosas em busca da joia real. Abigail se junta a eles contra a vontade de Lando, que após os acontecimentos do livro anterior, em que ele perdia ela constantemente no reino de Arthur, ele não queria perdê-la nem que ela se machucasse mais. O livro se inicia já nessa jornada, e isso é muito bom porque logo no início fui tomada pela curiosidade do que iria acontecer e não consegui largar o livro.

O livro é contado sob o ponto de vista de vários personagens, e às vezes lemos a mesma cena do ponto de vista desses personagens pra dar continuidade a trama e eu gosto muito de ver as reações diferentes de cada personagem. 

Então o grupo é separado e descobrimos mais sobre a sociedade que quer ajudar os Ikihatsunukishisen a realizar a missão de salvar o mundo, mas não sabemos quem quer realmente ajudar e quem está contra eles, pois a sociedade foi dividida.

O universo criado pelo autor vai tomando forma nesse terceiro volume e entendemos mais sobre Enerkry e sobre a sociedade e os personagens que conhecemos lá no primeiro livro, e também sobre o perigo que os Ikihatsunukishisens vão ter que enfrentar, o que me deixou ansiosa pro próximo livro.

Se você busca uma série com grandes aventuras e mistérios, você precisa ler essa série!



junho 10, 2020 - Nenhum comentário





Título: Anne de Green Gables #1 // Autor(a):  L. M. Montgomery // Editora: Coerência // Páginas: 320 // Gênero: drama, aventura, infantojuvenil
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SINOPSE: Anne Shirley é uma órfã muito peculiar. Com a notícia de sua adoção, segue animadamente para Green Gables, na Ilha do Príncipe Eduardo, mas rapidamente descobre que os irmãos Marilla e Matthew Cuthbert na verdade queriam adotar um garoto que pudesse ajudar nos afazeres da fazenda. Apesar do engano, a menininha ruiva de onze anos conquista sua nova família com suas manias imaginativas e sua dramática — ou romântica — forma de encarar a vida. Seus desafios, contudo, estão apenas começando. Guiada por pensamentos à frente de seu tempo e por uma vontade irresistível de questionar tudo ao seu redor, ela terá de encontrar seu lugar em Avonlea ao mesmo tempo em que luta para se manter longe das encrencas que parecem persegui-la. Além disso, caberá à jovem otimista conquistar também o restante da comunidade, que, composta em maioria por pessoas conservadoras, não está acostumada ao seu espírito expansivo e revolucionário.

O livro começa com a fofoqueira da sra. Rachel Lynde muito curiosa com a saída repentina de Matthew Cuthbert, todo arrumado. E como uma boa fofoqueira, ela quis saber do que se tratava, e foi direto na fonte descobrir: após o chá, se dirigiu a Green Gables, saber de Marilla Cuthbert, o que estava acontecendo. Não demora muito pra descobrir, os irmãos Cuthbert pretendem adotar um menino pra ajudar nos afazeres da fazenda, e o Matthew estava indo buscá-lo. Mas acontece um erro na adoção, e ele volta pra casa com uma garota, ninguém menos que Anne. Uma garota falante, totalmente diferente deles, sonhadora e romântica. Mas eles não queriam uma garota, precisam de mãos masculinas pro trabalho pesado da fazenda. Mas Anne é tão amável (apesar de dar um pouco de trabalho pra Marilla) que resolvem ficar com ela. 

"É tão fácil ser malvada sem perceber, não é?"


É maravilhoso poder matar a saudade depois do cancelamento da série pela Netflix, do otimismo da Anne, que sempre usa sua imaginação pra não se deixar abater por muito tempo.

“Eu sempre fico triste quando coisas prazerosas acabam. Algo ainda mais prazeroso pode vir depois, mas nunca teremos certeza a tempo.”

A amizade de Anne com a Diana é tão linda, e nos faz torcer pra ter um laço com alguém tão forte como a amizade delas. Também acompanhamos a Anne se enturmar com as crianças na escola, e seu adversário Gilbert Blythe, que nos faz passar muita raiva quando eles se desentendem. Vemos ela cometer muitos erros e aprender com eles, ela ser aceita pela sociedade de Avonlea e também se aceitar, aceitar seus defeitos. Vemos o sentimento de Matthew e Marilla pela pequena órfã crescerem, mesmo com toda sua falação e estranheza, Anne definitivamente conquista eles e todo mundo que ela encontra

"Não é certo concluir algo sobre alguém levando em consideração apenas sua aparência, o que você pode ver por fora."


A gente vê semelhanças do livro na série, mas diferentemente do que costuma acontecer, a série conseguiu ser muito mais detalhista do que o livro. Muita coisa acontece nesse primeiro livro de forma bem superficial que é contado com muitos detalhes na série, e situações diferentes também. Mas isso não é algo necessariamente ruim. Esse livro, por exemplo, conta tudo que vemos até a terceira temporada da série (mais um motivo pra alguma plataforma de streaming salvar a série do cancelamento: tem muita história pra contar ainda), mas o livro é tão emocionante quanto a série. Eu chorei, ri, torci pelo sucesso e passei raiva em vários momentos com os personagens de Green Gables e estou muito ansiosa pra ler a continuação. 


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Em meio à pandemia do novo coronavírus, muitos têm relacionado o atual momento em que vivemos com a obra ficcional Os olhos da Escuridão, escrita em 1981 pelo romancista americano Dean Koontz, e publicado aqui no Brasil pela Citadel Editora.

No livro, o autor descreve uma arma biológica viral e altamente letal, que causa graves problemas respiratórios e mata em até 24 horas. Chamado de Wuhan-400, o micro-organismo foi desenvolvido pelo cientista Li Chen em um laboratório secreto nas proximidades de Wuhan, na China.

Curiosamente, essa é a mesma cidade que apresentou os primeiros casos reais da COVID-19, tornando-se o epicentro da doença. Outro fato que coincide com a realidade, é o cientista chinês Li Chen levar o mesmo nome de um pesquisador real que publicou estudos sobre classes de coronavírus em 2018, na revista especializada Emerging Microbes & Infections.

E é nesse cenário perturbador e realista que se passa a história de Tina Evans, uma mãe em busca de aceitação pela morte de seu filho, que faleceu em um acampamento de férias, onde todos presentes no local também tiveram o mesmo fim trágico: uma morte misteriosa.

Envolvida em um emocionante suspense, Tina começa a receber sinais que indicam que seu pequeno Danny possa estar vivo. Tomada por uma obsessão que a levará até a verdade por trás do que realmente aconteceu, ela encontrará segredos mortais sobre o vírus Wuhan-400 que podem estar relacionados ao seu filho.

“— Para entender isso, você precisa voltar vinte meses no tempo — Dombey falou. — Foi mais ou menos nessa época que um cientista chinês chamado Li Chen veio para os Estados Unidos, trazendo com ele um disco com o registro da mais importante e perigosa nova arma biológica da década feita pela China. Eles chamam essa coisa de ‘Wuhan-400’ porque ela foi desenvolvida nos laboratórios de rDNA na periferia da cidade de Wuhan, e essa foi a quadringentésima cepa viável de micro-organismos criados pelo homem nesse centro de pesquisa.” (P. 254)  

Numa suposta previsão dos acontecimentos que seguiram a humanidade com a COVID-19, os fatos narrados em Os olhos da Escuridão, levaram alguns internautas a criarem incontáveis Fake News¹. Com uma escrita comovente e intrigante, a obra não deixa ser um convite para os fãs desse gênero que desejam refletir sobre a pandemia do novo coronavírus que assola milhões de pessoas ao redor do mundo.

Vale lembrar, que as semelhanças do Wuhan-400 e da COVID-19 são poucas, já que o autor descreve o vírus como altamente infeccioso e tem manifestação em até 4 horas, levando o infectado a óbito imediato. Por outro lado, o novo coronavírus apresenta um ciclo de infecção diferente, podendo manifestar a doença de 5 a 14 dias após o contágio. Além disso, a taxa de mortalidade da COVID-19 é de aproximadamente 3% para pessoas mais jovens e de até 15% para idosos, já o vírus da ficção, Wuhan-400, é 100% letal para qualquer um.

Nota do editor Marciel Conte Jr: Importante ressaltar que o quando o livro foi lançado em 1981, o nome do vírus era outro, ele chamava: Gorki-400. Logo após o final da Guerra Fria entre Estados Unidos e a ex-União Soviética o autor decidiu alterar o nome do vírus para Wuhan-400, mas isso ainda foi no final da década de 80, e não alterado agora como alguns noticiaram. Veja abaixo o que é verdade e o que é boato em torno do livro.

¹Entenda sobre as polêmicas e curiosidades em torno da obra. O que é #FakeNews e o que é #Fato? 

De acordo com o jornal Correio Braziliense, na primeira edição do livro, lançado em meio a Guerra Fria entre Estados Unidos e a ex-União Soviética, o nome do vírus era Gorki-400, porque teria sido criado pelos Russos. Porém, após o fim da Guerra, o autor realmente mudou o nome do vírus ficcional para Wuhan-400, mas o novo título foi apenas uma incrível coincidência com a cidade que iniciou o surto da COVID-19.

Outro ponto importante é que o livro não faz nenhuma menção que, em 2020, haveria um surto de doenças respiratórias, como uma pneumonia, que se espalharia pelo mundo. Segundo o G1, as páginas que circulam pela internet contendo esses dizeres, trata-se de um trecho retirado de “End of Days: Predictions and prophecies about the end of the world”, de Sylvia Browne, publicado em 2008.

Também, como foi esclarecido pela CNN e pela Folha de S.Paulo, o vírus ficcional do livro foi criado em laboratório para dizimar a população, já na realidade nada comprova que o novo coronavírus seja uma arma biológica feita por algum governo.

Para os fãs de Dean Koontz, a Citadel Editora também revela que em breve chegarão outros livros do autor no Brasil, entre eles Demon Seeds; Life expectancy; Watchers e The husband.

Sinopse do livro: Um ano se passou desde a morte do pequeno Danny. Um ano desde que sua mãe iniciou o doloroso processo de aceitação. Mas Tina Evans poderia jurar que acabou de vê-lo dentro do carro de um estranho. Na última perturbadora noite sonhou com seu filho. Ao acordar, foi até o quarto de Danny e para sua surpresa lá estava uma mensagem. Três palavras perturbadoras rabiscaram no quadro-negro: NÃO ESTÁ MORTO.

Foi a piada sombria de alguém? Sua mente pregando peças nela? Ou algo ... mais? Para Tina Evans, era um mistério que ela não podia escapar. Uma obsessão que a levará até as últimas consequências atrás da verdade por trás da morte de seu filho. Um terrível segredo que não foi visto por ninguém, apenas pelos Olhos da escuridão.

Sobre o autor: Dean Koontz, autor de vários best-sellers de ficção nos Estados Unidos, vive no sul da Califórnia com sua esposa, Gerda, sua golden retriever, Elsa, e os espíritos de seus pets, Trixie e Anna.

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abril 30, 2020 - Nenhum comentário





Vermelho, Branco & Sangue Azul
Autora: Casey McQuiston | Editora: Seguinte | Páginas: 383
Lançamento: 2019 | Gênero: romance | Tradução: Guilherme Miranda

O que poderia acontecer se o filho da presidenta dos Estados Unidos e o príncipe da Inglaterra se apaixonassem? Esta é a proposta bastante curiosa que Casey McQuiston nos trás em seu livro de estreia, que imediatamente conquistou milhares de fãs ao redor do mundo, inclusive a mim. Com uma linguagem simples e fluida — em terceira pessoa, mas sem perder em nada traços introspectivos e de personalidade —, e um enredo que mistura perfeitamente a sensualidade e o que há de mais fofo no desenvolvimento de um romance entre arqui inimigos, não é muito difícil se encontrar absolutamente submerso nos dramas e momentos divertidos de Alex e Henry já na primeira sentada com o livro em mãos. E além disso, contando com a problemática “do romance proibido”, Casey nos faz sonhar, acordados ou não, com soluções e com um mundo onde nada possa interferir no amor verdadeiro existente entre seus dois personagens, que se torna tão evidente ao longo das páginas.

O gatilho para o desenvolvimento do romance se dá quando Alex, filho de Ellen Claremont, presidenta eleita dos EUA em 2016, e Henry, o Príncipe de Gales — que se odeiam com todas as suas forças por conta de uma antiga e mal resolvida rixa — são obrigados a conviver e se mostrarem amigáveis perante os holofotes após um acontecimento catastrófico no casamento real do qual eram convidados: em meio a uma discussão acalorada que acaba passando dos limites, os dois terminam caídos em meio aos destroços da mesa onde o bolo de 75 mil dólares estava.

“Antes que se dê conta, ele tropeça no próprio pé e cai para trás, esbarrando na mesa mais próxima. Tarde demais, ele percebe, horrorizado, que essa é a mesa que abriga o enorme bolo de casamento de oito andares, e segura o braço de Henry para se endireitar, mas tudo o que consegue é desequilibrar os dois e fazê-los cair juntos em cima do suporte do bolo.”

Para contenção de danos diplomáticos na mídia, as medidas escolhidas pelas assessorias de ambos incluem uma grade de aparições juntos, entrevistas e posts nas redes sociais exaltando uma amizade sólida e íntima que supostamente existe entre os dois há muitos anos. Tal aproximação tão repentina poderia ser perfeitamente o que reafirmaria suas diferenças e seu ódio mútuo, porém, surpreendentemente o contrário acontece quando ambos percebem que não são tão diferentes quanto imaginavam e que as qualidades são superiores defeitos. E é à partir daí que a tensão entre os dois começa a crescer desenfreadamente até finalmente chegar ao ponto de se tornar inegável, e então, se entregam a ela e percebem que juntos poderiam fazer história.


Preciso ressaltar que a premissa do livro chamou a minha atenção desde antes da sua publicação nos EUA e que aguardei ansiosamente por alguns meses até finalmente tê-lo em mãos. Confesso que durante o tempo em que aguardei tendo apenas a sinopse e a capa original do livro como referências, acabei idealizando um enredo um pouco menos maduro do que o que encontrei ao longo das páginas, isso me surpreendeu e foi muito conflitante de formas diferentes: assim que percebi o que me aguardava, coloquei um pé atrás e disse para mim mesmo “uau, isso definitivamente não é bem o que eu imaginava!”, mas me vi ainda mais intrigado quando as partes um pouco mais quentes da história não travaram uma guerra direta contra o desenvolvimento do enredo e dos personagens e sim agregaram à intimidade deles comigo, enquanto leitor. Portanto, apesar do linguajar mais adulto e dos diversos momentos de teor sexual que não são convidativos a qualquer um, Casey soube dosar perfeitamente estes componentes presentes no livro para não transformá-lo em algo a mais que um romance de cunho muito íntimo.

E além de todo o romance propriamente dito, não posso deixar de ressaltar os personagens coadjuvantes, que de forma muito inteligente, Casey conseguiu usar como um meio para equilibrar as nuances da história, tornando-a ainda mais divertida e reflexiva. Alguns dos momentos mais memoráveis do livro se passaram na companhia da família e melhores amigos de Alex e Henry, além de algumas falas bem colocadas em momentos estratégicos que tiraram de mim algumas gargalhadas. E como um bônus, ainda temos a presença de muitas referências musicais (tanto americana e latina quanto britânica), que foram muito bem vindas à minha biblioteca. Inclusive, se você já leu ou está interessado, pode conferir a playlist exclusiva que criei para o livro clicando aqui ou ouvindo abaixo!



Concluo reforçando que a história de Alex e Henry foi uma das mais encantadoras com a qual tive contato nos últimos tempos e recomendando fortemente à todos os amantes de um bom romance que chegaram até aqui. Eles com certeza fizeram história no meu 2020!

Resenha do autor Jonathan Chagas
abril 27, 2020 - Nenhum comentário





Pensando em proporcionar momentos de aproximação com Deus e na edificação da fé, a Editora Mundo Cristão, que já disponibiliza alguns dos seus títulos de sucesso em audiolivro, passou a incluir ainda mais obras em seu catálogo de áudio, para poder ajudar de forma dinâmica os leitores em seus instantes de orações e aprendizados.

As obras podem ser encontradas nas principais plataformas de streaming pagas, como: Ubook, The Pilgrim, Tocalivros e, gratuitamente no Spotify e Deezer. O recurso é uma excelente alternativa para as pessoas que desejam encontrar formas de levar sua mente para locais mais tranquilos enquanto se mantém antenados as novidades tecnológicas. Além disso, os audiolivros ajudam na literatura inclusiva para pessoas com deficiência visual, que necessitam dos acessos aos livros em formato sonoro.

De acordo com Renato Fleischner, gestor de operações da Mundo Cristão, a alternativa dos audiolivros é bastante relevante, isso porque é compreendida como uma prestação de serviço ao público: “Sejam quais forem as preferências de nossos leitores no futuro: livro digital, em áudio ou o bom e sempre moderno livro impresso, queremos estar presentes”, afirma.

Entre as novidades, o público poderá ouvir o best-seller de Gary Chapman, As cinco linguagens do amor, o Novo Testamento com texto da Nova Versão Transformadora (NVT), tradução lançada pela Mundo Cristão em 2016, resgata o prazer na leitura da Bíblia Sagrada, graças à cuidadosa escolha de palavras no português contemporâneo, proporcionando o entendimento da Palavra de Deus com extraordinária clareza.

Ainda no novo catálogo, encontra-se as obras O anseio furioso de Deus, do autor Brennan Manning, que mostra ao leitor que o desejo de Deus é maior e mais forte que qualquer elemento impulsionador da pior catástrofe do mundo e O Peregrino, um dos livros mais vendidos em todo o mundo, que apresenta uma lendária trajetória de Cristão rumo à Cidade Celestial, narrativa escrita por John Bunyan no século XVII e que continua conquistando admiradores.

Além disso, outros grandes sucessos editoriais contemporâneos fazem parte do acervo, entre eles: Cristianismo descomplicado, obra de Augustus Nicodemus, Louco Amor, livro célebre de Francis Chan, O evangelho maltrapilho, um clássico de Brennan Manning, Ortodoxia do consagrado escritor Gilbert Keith Chesterton, Decepcionado com Deus, literatura edificante de Philip D. Yancey, Perdão Total, sucesso recente escrito pelo jornalista e teólogo carioca Maurício Zágari, entre outros. Nomes como Liev Tolstói, Douglas Gonçalves e Dietrich Bonhoeffer também tiveram audiolivros lançados em língua portuguesa pela Mundo Cristão.

Vale lembrar que, para encontrar todos os livros disponíveis em formato de áudio, o usuário precisa acessar a plataforma de sua preferência e realizar a busca a partir do título de publicação. Confira abaixo a lista completa:

O peregrino
Ortodoxia
O Deus que abre portas
Jesus Copy
O evangelho maltrapilho
Louco amor
Perdão total
Decepcionado com Deus
Família indestrutível
Formigas
Discipulado
Confissões
Na jornada com Cristo
O anseio furioso de Deus
As cinco linguagens do amor
Novo Testamento – Nova Versão Transformadora
O impostor que vive em mim
Cristianismo descomplicado
abril 25, 2020 - Nenhum comentário





O PublishNews fechou uma parceria com a Rappi que poderá beneficiar editores e livreiros neste momento de pandemia. O serviço de delivery instantâneo que promete entregas em até 60 minutos está disponível em mais de 140 cidades brasileiras. Livrarias e editoras presentes nestes municípios poderão vender seus produtos pelo aplicativo, com uma taxa especial, de 6%, no primeiro mês. Depois disso, a remuneração da plataforma sobe para 16%. A medida uma é condição especial por conta do contexto do covid-19.

O processo de cadastro também foi simplificado para garantir mais agilidade. Com isso a Rappi promete regularizar o cadastro em tempo mínimo.

Os interessados em colocar seu catálogo na plataforma devem preencher um formulário e aguardar a aprovação do cadastro.

Depois disso, é preciso subir os seus produtos. Este processo é feito por meio de uma planilha simples, com as informações pedidas (ISBN, título, autor, preço, etc). É neste momento também que o vendedor deverá apresentar a capa do livro que deverá aparecer com um fundo branco.

Matéria do PublishNews

Hoje, 23 de abril, é o Dia Mundial do Livro!

A Amazon, como todo ano faz, está trazendo várias ofertas: até 80% de desconto em livros e e-books! Mas a cereja do bolo é a promoção que todo mundo ama: 2 meses de Kindle Unlimited DE GRAÇA! Não dá pra perder, né?

Pra quem não sabe, o Kindle Unlimited é um serviço da Amazon que funciona como a Netflix dos livros! Você pode usar no Kindle, ou em qualquer outro dispositivo (no celular ou computador), basta baixar o app do Kindle. Você pode "alugar" os livros por um valor fixo por mês, que é R$19,90. Mas com essa promoção, você pode aproveitar 2 meses de graça e cancelar quando quiser!

Nesse outro post, eu tinha dado algumas dicas de títulos que estão no serviço, mas deixei de fora muitos outros títulos incríveis que só testando pra você descobrir!

Você já assinou o Kindle Unlimited alguma vez?
abril 15, 2020 - Nenhum comentário





A Autibooks está com dois projetos durante essa quarentena, e eu tô gostando muito de ver a iniciativa deles. Pra quem não sabe, a Autibooks é uma plataforma pra você ouvir audiolivros, que é uma coisa que tenho feito bastante ultimamente.

AUDIOLIVROS GRÁTIS

O primeiro projeto é o #VamosAjudar, que toda semana eles liberam audiobooks gratuitos pra ajudar a gente no tédio durante o isolamento. Toda terça-feira você pode entrar aqui e escolher os audiobooks disponíveis, adicionar ao carrinho normalmente e usar o cupom vamosajudar e terminar a compra sem pagar nada! E aí é só baixar o app e começar a ouvir. Legal né?

Eu peguei dois que me chamaram atenção: Breves respostas para grandes questões, do Stephen Hawking e narrado por Vinícius Dônola; e o Cuide dos pais antes que seja tarde, do Carpinejar e narrado por Lupe Leal. Ainda não comecei a ouvir, mas toda semana tô de olho pra ver se tem outros títulos que me interessam!

AJUDE COMUNIDADES CARENTES

A outra iniciativa é ainda mais legal! Eles se juntaram ao Hortifruti e vão usar o valor da sua primeira assinatura pra comprar cestas básicas pra alimentar pessoas que estão vulneráveis nessa crise, começando pela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, onde vivem mais de 15 mil famílias.

Você só precisa fazer a assinatura, que é R$19,90, e automaticamente vai ganhar um crédito para escolher um audiobook do catálogo Auti Best. Esse valor da primeira assinatura vai ser 100% destinado a compras de cestas básicas no Hortifruti pelo preço de custo.

Então você vai poder testar o Autibooks e ajudar ao mesmo tempo! Aqui você pode tirar outras dúvidas sobre a iniciativa e sobre a plataforma.

Vocês já ouviram audiolivro antes?



abril 07, 2020 - 2 comentários





Estamos passando por um momento difícil, em todos os sentidos. Às vezes é difícil encontrar inspiração pra qualquer coisa, até escrever esse post simples foi difícil. Mas eu tenho uma lista na Amazon que atualizo todos os dias com e-books gratuitos disponibilizados por autores e editoras, que espero que possam ajudar você a se distrair.

Mas também gostaria de lembrar que se você não tá conseguindo ler, ou ser produtivo em qualquer área da sua vida, tá tudo bem! É um momento atípico pra todos nós, e precisamos cuidar do nosso bem estar antes de qualquer outra coisa. 🎔

As Provações de Apolo: O Oráculo Oculto
Autor: Rick Riordan | Editora: Intrínseca | Formato: Pentalogia | Livro: 1| Páginas: 320
Lançamento: 2016 | Gênero: fantasia | Tradução: Regiane Winarski

Já imaginou como seria ser tirado de sua própria vida para viver outra totalmente diferente do nada? E além de estar em um local estranho, em um corpo estranho de 16 anos nada proporcional ao seu ego inflado — com muitas espinhas e nada de abdome tanquinho! — ainda descobrir que você não tem mais poderes divinos e que seu nome é Lester Papadopoulos! Essa acaba sendo a primeira das provações que o deus sol se vê obrigado a enfrentar após atiçar a fúria de Zeus em meio a guerra contra Gaia e os Gigantes que presenciamos ao longo da saga Os Heróis do Olimpo. Em seu retorno a mitologia greco-romana, Rick Riordan nos apresenta a uma perspectiva totalmente nova em todo o seu universo: um deus que perdeu sua imortalidade e precisa enfrentar os percalços desastrosos e às vezes divertidos que isso implica.

A jornada de Apolo em meio aos mundanos se inicia da pior maneira possível: jogado em uma caçamba de lixo em um dos becos de Nova York, lá ele vê toda a sua moral como um dos deuses mais belos do Olimpo se esvaindo tão rapidamente quanto os anos seguintes de sua vida mortal. Sozinho e confuso a respeito do que está acontecendo, o ex-deus descobre da pior maneira possível os desprazeres de ser humano ao ser abordado por dois garotos mortais mal intencionados, mas felizmente ele acaba recebendo a ajuda inesperada de uma semideusa misteriosa chamada Meg McCaffrey, e como em suas outras estadias como mortal na Terra, Apolo imediatamente se vê ligado a ela — que para o seu azar não é uma flor tão delicada quanto sua aparência jovial demonstra —, para servi-la para o que precisar, mais um dos castigos de Zeus.

Contando com a ajuda do mais famoso dos semideuses do Riordanverse, Percy Jackson, Apolo e Meg conseguem chegar ao Acampamento Meio-Sangue e lá eles percebem que apesar do fim da guerra, a situação continua preocupante: os poucos semideuses que estão passando o ano no Acampamento estão desaparecendo misteriosamente e o Oráculo de Delfos, a fonte das profecias, está em completo silêncio. E diante de toda essa crise sem as profecias, Apolo descobre que antigos e poderosos imperadores estão vivos e manipulando a situação e percebe que precisa fazer alguma coisa para mudar o jogo, e assim consequentemente cair novamente nas graças de Zeus. Para essa tarefa ele conta com a ajuda de Meg, que se mostra uma aliada formidável — ou algo um pouco diferente disso...

Após duas quintologias inteiras voltadas para os semideuses da parte greco-romana de seu universo, muitos esperavam que o tão aclamado Rick Riordan enfim fosse escorregar e entregar um enredo fraco e inconsistente com intenções meramente comerciais, mas digo com alegria que isso não aconteceu. Confesso que também estava um tanto receoso, mas voltar ao Acampamento Meio-Sangue foi incrivelmente delicioso como das outras vezes, e tenho certeza que a maioria dos leitores das sagas anteriores se sentiram da mesma forma.

A narrativa de Riordan continua extremamente fluida e com toques de humor estratégicos que a tornam ainda mais jovial e leve. Com o retorno do uso da primeira pessoa, fica ainda mais evidente a personalidade presunçosa do deus, que diferentemente de tudo, não mudou em nada. Um extra interessante, além de mais pitadas inteligentes de conhecimentos gerais sobre mitologia, são as inúmeras referências a cultura pop que só tornaram o livro ainda mais rico. Preciso ressaltar a evolução de Apolo, cada vez mais Lester Papadopoulos ao longo das páginas, a preocupação incessante e sua relação com seus filhos tornam sua personalidade ainda mais adorável e palpável. E além de tudo isso o livro também nos serve bem com representatividade: o lado bissexual tão conhecido e polêmico do deus não é deixado de lado, e além disso também temos bastante de Solangelo — o casal gay formado por Nico Di Angelo e Will Solace tão amado pelos fãs.

E para concluir garanto que este foi um começo bastante instigante para a mais nova saga do universo de Percy Jackson — que tem previsão para ser concluída aqui no Brasil em outubro deste ano —, e recomendo fortemente que todos dêem uma chance às aventuras de Apolo, que apesar de limitado, não perdeu quase nada de seu glamour original.

Resenha por: Jonathan Chagas

Como medida de apoio às iniciativas de contenção da pandemia de coronavírus, Companhia das Letras decide adiar todos os eventos presenciais e lançamentos de livros programados para o mês de abril, que serão remarcados em momento oportuno.

"Seria ruim para os autores lançarem livros agora, não conseguiriam ter a atenção que mereciam. Mas esperamos reverter isso o quanto antes."

Entre os lançamentos que estavam previstos, estava uma edição da "Poesia Completa" de Cacaso; "Para o Meu Coração num Domingo", de Wislawa Szymborska; e "A Vida Submarina", de Ana Martins Marques, entre outros.

"Nesse momento de incertezas, pense sempre no próximo. Se você pode permanecer em casa, fique em casa. Nós te ajudaremos a encontrar conforto entre as páginas de uma obra. Em tempos como esses, a leitura e a informação são essenciais — e o livro segue sendo a melhor companhia."

Pensando nisso, eles estão preparando uma série especial de e-mails chamada Leia em casa. Ao longo das próximas semanas, o time de editores vai compartilhar reflexões e indicações de leitura para todos os gostos e idades. Você pode escolher receber os e-mails pra saber mais!

Fonte: Folha & newsletter do Grupo Companhia das Letras

Nesse momento difícil que passamos, sempre teremos a companhia dos livros, então além da iniciativa da Companhia das Letras, você também pode acompanhar essa lista de e-books gratuitos que irei atualizar todos os dias!
março 11, 2020 - Nenhum comentário





O retrato da natureza humana
Autor: Oscar Wilde | Editora: Folha de S. Paulo | Páginas: 174
Lançamento: 2016 | Tradução: Jorio Dauster | Edição: por Nicholas Frankel, 2011
1ª Publicação: 1890 | Gênero: ficção gótica, drama, terror, romance filosófico

Como seria para você encarar todos os seus pecados esboçados em uma tela à óleo? Imagino reações distintas para diferentes tipos de pessoa: dor, medo, tristeza, até mesmo prazer. Mas afirmo que para todos tal sensação seria indescritível. E esta é a proposta encontrada nesta obra com pinceladas surpreendentemente frescas sobre o comportamento humano, que ouso dizer ser ainda mais atual nos dias de hoje do que no longínquo ano de seu lançamento. Sendo este o único romance assinado pelo cativante e polêmico Oscar Wilde, nos transporta à sua tão conhecida alta sociedade inglesa do século XIX, onde todos vivem de suas aparências e dividem suas transgressões apenas com os amigos mais íntimos e de total confiança.

Em suas primeiras linhas encontramos Basil Hallward, um pintor excêntrico que acaba encontrando inspiração — e uma sincera e incomum admiração — no jovem Dorian Gray, que ao ingressar nos compromissos da elite vitoriana, imediatamente começa a chamar atenção por sua beleza e doçura angelicais tão incomuns. Em uma de suas tardes no ateliê de Basil, Dorian conhece Lorde Henry Wotton, adepto fiel do hedonismo (doutrina de dedicação ao prazer como estilo de vida) , que se torna o um de seus maiores influenciadores, e o leva para caminhos distantes dos quais estava acostumado sob a influência de Basil. Por ele lhe é apresentado um lado mais obscuro da sociedade, este regado pelos prazeres momentâneos e pela vaidade.

Desta forma Dorian finalmente consegue enxergar sua verdadeira forma com clareza, imediatamente sua beleza se torna tão evidente quanto a certeza de o tempo será sempre o seu maior vilão, a cada segundo mais próximo de o separar dela. Então quando Basil termina sua obra prima, um quadro de corpo inteiro de Dorian, o rapaz admira e se apaixona pelo seu próprio rosto e se vê invejando seus traços que ficarão ali para sempre imaculados. E é neste momento em que Dorian suplica com toda a sua força que o quadro sofra e absorva todos os efeitos do tempo, para que ele permaneça jovem e belo para sempre, e tal desejo lhe é concedido e à partir daí a história se desenrola de uma forma espetacular.

Admito que minha experiência com esta história foi um pouco mais complexa do que pensei que seria. O autor nos cativa rapidamente com dilemas morais e diferentes formas de se enxergar a existência humana. Basil e Lorde Henry se tornam um perfeito contraposto em meio a história de Dorian, que figura perfeitamente como uma metáfora entre bem e mal, certo e errado. Acredito que haja muito do autor em cada uma das páginas deste livro e suas metáforas são a maneira perfeita que encontrou para passar seus posicionamentos — estes convenientes a sociedade vitoriana ou não.

A ambientação obscura característica de ficções góticas, como a que Mary Shelley nos apresenta em Frankenstein, também contribui perfeitamente para os debates filosóficos internos que a obra nos proporciona. Inclusive confesso houve dias em que demorei a dormir submerso em pensamentos à respeito dos simbolismos de Wilde. O desfecho surpreendente de Dorian também nos faz refletir sobre arrependimento e redenção. E todos esses componentes muito bem orquestrados por Oscar Wilde fez esta obra entrar para a lista de favoritos da vida, e que prova que clássicos podem ser perfeitamente atuais, trazendo ensinamentos extremamente relevantes aos dias de hoje.

Como um extra, vou falar um pouco sobre os anos mais polêmicos — e nem de perto menos interessantes do que sua obra — da vida de Oscar Wilde. Nascido em Dublin, na Irlanda, Wilde viveu boa parte de sua vida lá, até ganhar uma bolsa de estudos em Oxford, onde começou suas atividades como escritor. Rapidamente, pelo seu estilo extravagante e educação incomparáveis, se destacou como um dos maiores nomes do esteticismo ( devoção à beleza ou ênfase nela ou no cultivo das artes) , fazendo inclusive uma turnê na América do Norte para divulgar suas ideias. Em 1886 casou-se com Constance Lloyd, também escritora, com quem teve dois filhos.

Em 1890 publicou a primeira versão de O Retrato de Dorian Gray periodicamente em um revista mensal, onde a obra foi censurada sem o seu conhecimento. Que mesmo apesar dos cortes, foi alvo de diversas críticas que a apontavam como uma ofensa a moralidade. Em 1991, após uma revisão, foi republicada em forma de romance com 20 capítulos. Em 2011 Nicholas Frankel, baseando-se nos manuscritos de Wilde, publicou uma versão em 13 capítulos livre de qualquer censura — a qual me refiro nesta resenha.

Wilde era uma figura muito conhecida e tinha a vida social muito agitada em Londres, porém também mantinha algumas de suas atividades em segredo: suas relações homoafetivas fora do casamento, hoje em dia tão conhecidas e comentadas. Dentre muitas a mais famosa delas foi seu affair com o jovem Lorde Alfred Douglas, 15 anos mais novo, que se tornaria a ruína do autor.

Alfred era o filho mais rebelde de John Douglas, o Marquês de Queensberry, e tinha um comportamento um pouco mais aberto a respeito de sua sexualidade do que a sociedade vitoriana poderia suportar. Seu pai abominava seu relacionamento com Wilde, tanto que um dia resolveu deixar um bilhete ofendendo o autor, chamando-o de sodomita, ao saber daquilo Alfred convenceu Oscar de que deveria abrir um processo contra o pai por difamação. Mas as coisas não saíram como o esperado, John, usando de sua influência, conseguiu desenterrar informações comprometedoras sobre o autor que serviram, juntamente com seu próprio livro, como peças de acusação para condená-lo por “flagrante indecência”.

Em 1895 (ano que marca com a prisão de Wilde o fim do esteticismo) foi condenado a pagar dois anos de prisão e trabalhos forçados. Wilde não fugiu ao contrário do que todos, inclusive sua esposa, aconselharam, e cumpriu seus anos de prisão. Tanto Constance quanto os filhos deixaram a Inglaterra e abandonaram o sobrenome de Wilde. Quando terminou de cumprir sua pena, já com a saúde e o psicológico debilitados, Oscar se mudou para a França onde sobreviveu com o auxílio de amigos até morrer em 1900. Um triste fim para uma alma com tanto a compartilhar com o mundo sendo tão à frente de seu tempo. Oscar não tem apenas a minha sincera admiração como escritor, mas também como pessoa por toda a sua trajetória e indico fortemente uma pesquisa sobre sua vida e obras.

O icônico Oscar Wilde deixou em vida dezenas de obras dentre peças, contos e livros. Incluindo uma carta à Bosie, apelido de Lorde Alfred Douglas, que foi publicada em diferentes versões após a sua morte. Sua genialidade permanece cativando e inspirando ao redor do mundo.

“Se simplesmente fosse o contrário! Se eu permanecesse jovem para sempre, e o quadro envelhecesse! Por tal coisa — por isso — eu daria tudo! Sim, não há nada no mundo que eu não desse!"

Resenha por: Jonathan Chagas
março 04, 2020 - Nenhum comentário





Primeiramente, pra quem não sabe: o Kindle Unlimited é um serviço da Amazon que funciona como a Netflix dos livros! Você pode usar no Kindle, ou em qualquer outro dispositivo, basta baixar o app do Kindle. Você pode "alugar" os livros (quantos quiser!) por um valor fixo por mês, que é R$19,90, mas a Amazon sempre faz essa promoção de 3 meses por R$1,99 e que se você segue meu perfil de livros com desconto no instagram, pode aproveitar sempre!

E a promoção foi prorrogada, então você tem até dia 16/03 aproveitar 3 meses de Kindle Unlimited por apenas R$1,99 e eu resolvi fazer esse post pra indicar alguns e-books que estão no catálogo!

Títulos bem conhecidos como TODOS de Harry Potter.

      
Clássicos como Orgulho e Preconceito, Drácula, Clube da Luta

    
Também temos nacionais (que eu quero muito ler!)

          
         
Romances que sempre ouço falarem muito bem!

  
E, claro, os nossos livros!

Lembrando que são mais de 1 milhão de títulos disponíveis! Se você preferir, também pode testar 30 dias grátis.
fevereiro 28, 2020 - Nenhum comentário





O frete é historicamente uma das principais barreiras para clientes do site de livros Estante Virtual. Como as entregas são de responsabilidade dos vendedores, é comum que o frete das compras custe até mais caro do que o livro em si, sobretudo no caso dos produtos usados e vendidos por pequenos vendedores.

O Magazine Luiza, novo dono da plataforma, tentará reduzir esse entrave. A varejista anunciou nesta semana que concluiu a compra da Estante Virtual, fundada em 2005 e que desde 2017 pertencia à Livraria Cultura. A empresa foi arrematada em leilão pelo Magalu no fim de janeiro, por 31 milhões de reais. O leilão fez parte do plano de recuperação judicial da Cultura, aprovado em abril do ano passado.

Com a nova gestão, o Magalu anunciou em comunicado que, concluída a integração com a plataforma, passará a oferecer aos clientes a opção de retirar o livro comprado nas mais de 1.100 lojas do Magazine Luiza no Brasil, com entrega em até 48 horas. Na opção de retirada em loja, o frete dos produtos da Estante Virtual também será grátis.

A modalidade, chamada de “Retira Loja”, já existe para todos os produtos vendidos e entregues pelo Magalu (73% do total) e para uma parcela dos produtos vendidos por terceiros no marketplace.

Para entregas feitas em casa, o Magalu também vai integrar seu sistema de logística próprio. A empresa usa um sistema de distribuição que inclui parceiros e um braço próprio de entrega, chamado de Malha Luiza, com mais de 2.000 caminhoneiros parceiros. O serviço completo de logística (entrega a domicílio ou retirada em loja) passou a ser oferecido a vendedores parceiros no ano passado, por meio do projeto MagaluEntregas.

A logística representou 25% dos investimentos do Magalu em 2019. Já a receita bruta com prestação de serviços — como o braço de logística — a terceiros cresceu 39% no Magalu em 2019, chegando a 1,1 bilhão de reais.

O investimento vem gerando algum resultado. Nos produtos vendidos e entregues pelo Magalu — ou seja, os que não são de terceiros no marketplace –, 66% das entregas já são feitas em até dois dias, segundo a empresa informou no balanço do quarto trimestre.

É esse tipo de velocidade que a empresa planeja levar para as entregas da Estante Virtual, que hoje lida com prazos muito maiores no e-commerce — a média brasileira é de mais de 13 dias. As mudanças não são imediatas, e não há data para que a integração da Estante Virtual com o sistema de logística do Magalu passe a ser oferecido ao público. Com a Netshoes, contudo, os produtos começaram a ser oferecidos no aplicativo do Magazine Luiza pouco mais de seis meses após a compra.

Fonte: EXAME
fevereiro 21, 2020 - Nenhum comentário





Título: O Silêncio dos Livros // Autor(a): Fausto Panicacci // Editora: Pandorga // Páginas: 148 // Gênero: drama, distopia, ficção científica
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SINOPSE: TER LIVROS É CRIME. DENUNCIE. Numa época em que os livros são proibidos, o misterioso Santiago Pena acaba de chegar a Portugal, onde conhecerá Alice, menina desprezada pelos pais. O encontro de um antigo caderno trará questões intrigantes. Que relação haveria entre um jovem acusado de crime que alega não ter cometido, suntuosos projetos arquitetônicos e a descoberta de uma biblioteca abandonada? O Silêncio dos livros é uma declaração de amor à Literatura. Romance para ser saboreado não só pelo enredo recheado de tensões e suspense, mas também pelos detalhes de construção, insere-se na melhor tradição da cultura ocidental, com sutis menções a livros, poemas e vinhos, a mitos clássicos e folclore, a obras de arte e teorias científicas, além de enveredar por grandes discussões da contemporaneidade, como privacidade, identidade, genética, direito ao esquecimento. Manejando uma linguagem precisa e poética, o autor cria metáforas surpreendentes, explora recursos estilísticos e sabe convidar o leitor a desvendar sentidos apenas sugeridos.

No futuro, livros são proibidos. As pessoas são obrigadas a denunciar. Nisso, conhecemos Alice, em Portugal, que ainda mantém um livro, com a dedicatória da vó e tudo. Mas a mãe descobre o esconderijo do livro e destrói ele na frente da menina.


Ninguém tem muita paciência com a menina, os pais ficam ocupados demais com suas tecnologias enquanto tudo que a menina quer é alguém pra lhe contar histórias. Por isso ela sente muita falta do tio e da avó, que contavam muitas histórias pra ela. Mas isso muda quando Santiago, um homem solitário, muda pra casa ao lado de Alice.

"Era um daqueles períodos da História tão tragicamente adultos que o absurdo só se faz visível aos olhos da infância."

Santiago é a favor da volta dos livros, e num jantar na casa da família de Alice, eles explicam porquê são contra. Ninguém tem tempo de ler livros, é muito mais "democrático" ser algo que todos podem alterar em vez de ficar preso na visão do autor do livro. E foi nessa parte (logo no início) que o livro me conquistou. É um livro que homenageia todos os livros, e faz críticas à nossa sociedade atual, que não lê, que não enxerga a importância dos livros.

"A Literatura fornece-nos muitas chaves para compreensão da vida; basta apanhá-las e abrir as portas." 

Também acompanhamos Hilário de Pena, no Brasil, em meio a uma investigação criminal. Ele foi acusado de matar uma pessoa, mas diz que estava apenas defendendo os amigos. Uma das coisas favoráveis a ele é que ele não tem o gene violento, algo que o Governo brasileiro copiou de outros governos estrangeiros pra determinar casos de violência e dependendo do caso, pode ser levado a pena de morte. Mas como ele não tem o gene, o governo terá que repensar o tal estudo.

"Talvez as coisas tivessem de ir embora, mesmo sendo isso triste, para que outras pudessem vir."

As duas tramas se unem de uma forma inesperada e cria história simplesmente genial. Tem referências a Fahrenheit 451 com a queima de livros, conhecemos também um contrabandista de livros, que leva livros do Brasil – um dos poucos países que não proibiu os livros impressos, por incrível que pareça – à Portugal, que nos remete à Menina que Roubava Livros, isso tudo com uma essência própria.


"Devemos resistir a tudo que nos desumaniza, e a eliminação de boas e velhas histórias, dos livros, é receita certa para a desumanização."

O livro é muito bem escrito, e você já fica curioso só pela premissa, mas ele te prende e traz metáforas inteligentes. Mostra como a leitura é capaz de mudar uma vida. Com certeza virou uma das melhores leituras do ano! E apesar dos tempos sombrios que vivemos, é sempre bom ler algo que nos faça refletir, e esse livro com certeza vai ter esse efeito em você. Recomendo esse livro que homenageia todos os livros!

"Sabe, alguns dizem que o homem é fruto do meio; outros, que é produto dos genes; talvez há um pouco disso tudo; mas penso que, fundamentalmente, é fruto dos livros que lê; ou nestes tristes tempos, dos que não lê."


fevereiro 10, 2020 - Um comentário





Título: A Chama de Seus Olhos // Autor(a): Letícia P.S. // Páginas: 148 // Gênero: drama, romance
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SINOPSE: Natália está passando pela pior batalha de sua vida: O câncer. Perdida e sem esperança, ela tenta suicídio, e é salva por uma completa estranha, Luísa. A salvadora fica irritada com a moça por tentar tirar a própria vida, já que seus pais não tiveram nem direito de lutar. Luísa e Natália começam uma amizade improvável, divertida, mas que a cima de tudo pode reacender a chama nos olhos de Natália, que se apagaram quando ela recebeu o diagnóstico.

Já postei as primeiras impressões desse livro no blog e aqui estou pra contar pra vocês o que achei da obra!

Enquanto Natália se arrumava pra ir a uma festa, ela apalpou seu seio durante o banho e sente um caroço. Sua família tem histórico de câncer, e um exame comprova que ela também tem. Logo ela, uma luz na vida de todos ao seu redor, acaba se deixando abater com a notícia.


Também conhecemos Luísa, que acaba de descobrir que seu namorado a traiu com várias outras garotas, e isso a abala, e ela começa a agir inconsequentemente, chegando até a roubar um carro.

"Eu não encontrei, ela quem me encontrou."

As duas se conhecem quando Natália está perto demais da beira de um terraço pensando em se matar, de tão abalada que ficou. Luísa tenta animar Natália, e ela não compreende como alguém que ainda está viva, respirando, pode querer desistir das coisas tão facilmente assim, visto que ela perdeu os pais em um assalto, sem nenhuma chance de lutar.


Luísa, que tem uma vida difícil, é convidada pra ficar um tempo na casa de Natália, após impedir que ela cometa o erro. E nisso, ela vai ajudar a chama de Natália a se reacender, a voltar viver plenamente.

"Acredite em mim, ninguém quer ficar sozinho com as próprias dores."

Luísa é uma pessoa super alto-astral e vai tentar trazer essa energia pra vida da Natália. Ela sempre tenta mostrar o lado positivo da situação, mas não de um jeito irritante, tipo algumas pessoas que tentam te culpar por estar pra baixo sendo que não é sua culpa. Ela deixa tudo ao seu redor mais leve. E é exatamente isso que Natália precisa, daquele empurrãozinho pra se encontrar novamente e ser lembrada de que o seu diagnóstico não é o fim do túnel. Natália e sua família também ajudam Luísa, que não sabe o que é ter uma família de verdade.


O livro é bem pequeno, tem apenas 148 páginas, mas é muito bem trabalhado, e te prende logo nas primeiras páginas. O livro fala muito sobre amizade, e eu achei diferente a abordagem, já que sempre leio sobre pessoas que ficam doentes e são "salvas" por um romance amoroso, e gostei de a autora ter focado na amizade das duas meninas. Mas tem romance pra gente shippar também.

"Algumas pessoas costumam dizer que o que é bom, não dura para sempre. Mas como não duraria? Se todas as boas recordações ficam gravadas em nossos corações?" 

A edição do livro é muito linda e sou apaixonada na capa! Achei todos os detalhes do livro muito bonitos. Já li outros livros da autora (leia a resenha de Alice e Eternidade) e posso dizer que esse é o seu melhor trabalho. É muito bom acompanhar a evolução da escrita da Letícia. Se você tá buscando um livro leve mas emocionante, você precisa ler esse!